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Fabricante de brinquedos

Grupo Estrela entra com pedido de recuperação judicial de 8 empresas

Empresa enfrenta crise de caixa e atribui prejuízo ao surgimento de alternativas digitais às crianças.
Empresa enfrenta crise de caixa e atribui prejuízo ao surgimento de alternativas digitais às crianças. (Foto: Daliane Nogueira/Gazeta do Povo)

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O grupo Estrela - conhecido pela marca de brinquedos de mesmo nome - anunciou nesta quarta-feira (20) que entrou com um pedido de recuperação judicial de oito de suas empresas. O processo foi protocolado na comarca de Três Pontas (MG).

Estão na lista, além da própria fábrica e da distribuidora da Estrela, a JM Plásticos, a Starcom do Nordeste Comércio e Indústria de Brinquedos, a Editora Estrela Cultural e a Estrela Beauty, voltada para o ramo de cosméticos.

A empresa principal do grupo acumulou, até o encerramento do primeiro semestre de 2025, um prejuízo de R$ 639 milhões. No mesmo período, a receita foi de R$ 9,33 milhões, mas os custos passaram de R$ 11,2 milhões. Caso todo o patrimônio fosse vendido hoje, ainda faltariam R$ 567,8 milhões para cobrir as dívidas.

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De acordo com o comunicado ao mercado, pesaram no caixa da companhia as "mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de
alternativas digitais", além do aumento do custo de capital e restrições à obtenção de crédito.

Agora, cabe ao juiz responsável autorizar ou não o início do procedimento. Caso autorize, as cobranças e execuções judiciais são suspensas por 180 dias, e é nomeado um administrador judicial. Ao mesmo tempo, começa a contar o prazo de 60 dias para a apresentação de um plano de recuperação, que deve ser votado em uma assembleia de credores.

"A Companhia reafirma sua confiança na continuidade regular de suas operações, mantendo suas atividades industriais, comerciais e administrativas, bem como o atendimento a clientes, parceiros e fornecedores, adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade de seus negócios ao longo do processo de reestruturação", conclui a nota.

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