Uma audiência entre as empresas GVT e Construção Consultoria e Obras Ltda (CCO), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Instalações Telefônicas do Paraná (Sintiitel) e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) definiu como será feito o pagamento das verbas rescisórias dos empregados da CCO, que prestava serviço para a GVT. A companhia rompeu o contrato com a empresa na última quarta-feira (20) porque entendeu que o padrão de qualidade das instalações de linhas telefônicas não estava sendo cumprido.
De acordo com a assessoria de imprensa da GVT, na audiência realizada no MPT ficou constatado que a prestadora de serviços CCO não pagou e não teria se disposto a pagar as verbas trabalhistas devidas aos seus empregados. O acordo feito prevê que a GVT retivesse o dinheiro que seria pago à empresa antes do rompimento do contrato para o pagamento dos funcionários.
Segundo o sindicato, a empresa teria mil funcionários no Paraná 600 no interior e 400 na capital que não receberam benefícios, como o valor do aluguel dos carros, adicional de produção e vale-alimentação. A GVT informou que não sabe a quantidade de empregados porque a CCO ainda não repassou uma lista com os beneficiados, o que deve ser feito até a próxima segunda-feira (2). A partir da data em que a GVT receber a documentação correta dos trabalhadores, a empresa terá dez dias para efetuar os pagamentos.
Para presidente do Sintiitel, Joilson Graminho, o acordo não é o melhor, apesar do pagamento das verbas rescisórias. "Não há uma política de migração. Pele menos 60% desses profissionais serão dispensados", analisa. Segundo a GVT, cerca de 200 contratações para a equipe própria da empresa já estão acertadas, mas não é possível absorver toda a mão-de-obra.
A GVT assumiu os serviços de instalação e manutenção de linhas de telefonia fixa e acessos banda larga que eram feitos pela CCO e que os clientes não foram prejudicados.



