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Enquanto avançam as discussões sobre uma greve dos servidores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou uma nova mínima histórica do desemprego para o período analisado. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) indicaram uma taxa de desocupação de 5,4% no segundo trimestre de 2026, em uma queda que ocorre desde 2021, quando o indicador era de 14,2%. Com base na amostragem coletada, os estatísticos estimam que há cerca de 103,1 milhões de pessoas empregadas no Brasil.
O relatório foi divulgado nesta quinta-feira (30). No mesmo trimestre de 2025, a taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais era de 5,8%. A pesquisa ouviu 20% dessas casas novamente para chegar ao dado atual. Na divulgação anterior, referente ao trimestre móvel de março a maio, o índice era de 5,6%.
O recorde histórico ainda é do último trimestre de 2025, quando se atingiu 5,1%. No início de 2026, houve um salto para 6,1%, que vem sendo recuperado desde então.
Por outro lado, o rendimento médio da população apresenta queda desde o início do ano, tendo começado em R$ 3.795 e atingido, agora, R$ 3.738 por mês. Trabalhadores da administração pública e dos setores de defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais viram uma deterioração de R$ 145 em seus ganhos em relação ao primeiro trimestre.
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O Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE (ASSIBGE) afirmou que "o diálogo com a administração está esgotado" e aprovou a indicação de greve a partir da próxima quarta-feira (5). Agora, falta a decisão das assembleias estaduais.
Desde sua posse, o presidente da autarquia, Marcio Pochmann, é apontado como autoritário. No último capítulo da crise com a cúpula, a diretora de Geociências, Maria do Carmo Dias Bueno, divulgou um comunicado endurecendo a hierarquia e ameaçando punir o servidor que tente conversar com alguém que não seja seu superior imediato.
"Servidores falam com gerentes; gerentes falam com coordenadores; coordenadores falam com diretores; diretores falam com diretores e diretores falam com o presidente [...] Mesmo que discorde ou considere a decisão ineficiente, o servidor deve cumprir. A recusa injustificada inclusive configura falta disciplinar, pois viola os deveres de lealdade, urbanidade e respeito aos níveis hierárquicos da administração pública", diz o comunicado.
Para o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), há risco às estatísticas. O órgão levantou dúvidas quanto aos dados do PIB após a exoneração de Rebeca Palis, no cargo de coordenadora de Contas Nacionais há 11 anos, e pediu o afastamento de Pochmann.
"A produção de estatísticas oficiais — especialmente aquelas relacionadas às Contas Nacionais e ao Produto Interno Bruto — pressupõe estabilidade das equipes técnicas, respeito a padrões metodológicos internacionais e proteção contra interferências de natureza política ou personalista", diz a representação ao Tribunal de Contas da União (TCU).




