
Certo ou errado? Pode ou não pode? Quem nunca se deparou com essas palavras diante do guarda-roupa, na hora de escolher o look do trabalho? Embora a boa aparência não seja suficiente para definir a competência de um profissional, ela pode somar pontos na carreira dos bem apessoados, da mesma forma como uma imagem desleixada pode causar péssima impressão.
Há tempos, a preocupação com o que vestir no ambiente de trabalho extrapolou os limites domésticos e chegou às empresas. É certo que as restrições já não são tão rígidas como há alguns anos, mas o dress code código de vestimenta que define critérios sobre o que pode ou não ser usado nas empresas continua fazendo parte do mundo corporativo.
"As pessoas precisam analisar seu ambiente de trabalho", afirma a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional do Paraná (ABRH-PR), Sônia Gurgel. Na visão dela, não é apenas a roupa que faz diferença positiva ou negativamente , mas o comportamento do profissional. "Não adianta vestir-se de forma impecável se a postura é extravagante". Na balança entre imagem e competência, Sônia arrisca dizer que hoje os pesos praticamente se equivalem.
Infelizmente, bom senso não é um privilégio de todos os profissionais. Caso contrário, as gafes não seriam tão comuns, principalmente nos ambientes mais formais. A consultora de imagem pessoal e corporativa Patricia Nerbass explica que os homens costumam errar no tamanho, usando roupas muito grandes cujas sobras de tecido comprometem o caimento das peças no corpo , ou modelos muito pequenos.
"As mulheres pecam principalmente quando a modelagem é muito curta ou justa, deixando o corpo em evidência", afirma a consultora. Contudo, seu guarda-roupa corporativo não precisa ser monocromático e sem graça, basta usar o bom senso, ressalta Sônia, da ABRH-PR.
Oposto
O estilo despojado do designer Eduardo Heideke, de 22 anos, tem tudo a ver com o seu ambiente de trabalho, na agência de design Brainbox. "Como é um ambiente de criação, me sinto muito à vontade para ser eu mesmo. Posso sair do trabalho e ir tranquilamente para a balada", diz. Geralmente áreas ligadas à comunicação, como marketing, publicidade, design, são bastante flexíveis em relação ao jeito de se vestir.
Essa liberdade não é privilégio de todos os profissionais. Áreas de contato com o público, fornecedores e clientes costumam ser mais exigentes. A supervisora de Receitas e Marketing da Rede Atlantica Hotels Internacional em Curitiba, Michelle Cirqueira, é adepta do estilo formal. Grávida de seis meses, ela conta que tem tido dificuldades para encontrar peças sociais adequadas à sua condição. Mesmo assim, ela acredita que uma boa aparência contribui para dar credibilidade ao profissional e à empresa.
A personal stylist Natália Nunes preparou alguns looks que podem servir de inspiração para seguir o dress code (código de vestimenta) da sua empresa sem perder o estilo. Ela mostra que, mesmo em ambientes formais, é possível utilizar acessórios e diversificar o visual sem exageros.
Inspiração para o seu guarda-roupa













