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Importações crescem e superávit encolhe

Balança comercial registra menor resultado desde abril de 2002. Ministério do Desenvolvimento espera elevar as exportações em 3,1% neste ano

Tatiana Prazeres, do Ministério do Desenvolvimento: comparação com 2011 é desfavorável | Valter Campanato/ABr
Tatiana Prazeres, do Ministério do Desenvolvimento: comparação com 2011 é desfavorável (Foto: Valter Campanato/ABr)

O comércio exterior brasileiro teve uma desaceleração forte em abril e, pela primeira vez este ano, registrou queda pela média diária nas exportações e nas importações em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado é um superávit da balança comercial minguado, de US$ 881 milhões, o menor para meses de abril desde 2002. A previsão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) é que a perda de ritmo da balança continuará nos próximos meses, com importações crescendo acima das exportações, mas com saldos positivos.

Em abril, as vendas externas somaram US$ 19,6 bilhões, com média diária de US$ 978,3 milhões e queda de 7,9% em relação a abril de 2011. As importações totalizaram US$ 18,7 bilhões, valor recorde para meses de abril. Apesar disso, como houve um dia útil a mais que no ano passado, a média diária foi de US$ 934,3 milhões, 3,1% a menos que em abril de 2011.

No acumulado do primeiro quadrimestre, a balança comercial tem superávit de US$ 3,32 bilhões, queda de 33,7% em relação ao mesmo período de 2011. As exportações totalizam US$ 74,65 bilhões e as importações, US$ 71,33 bilhões. Ambos são valores recordes para o período. As vendas externas cresceram 4,5%, enquanto que as importações subiram 7,4%.

Crescimento

O secretário executivo do Ministério do Desen­volvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, afirmou que a previsão de um crescimento de 3,1% para as exportações brasileiras em 2012 é realista e deve ser atingida. "As nossas previsões trabalham com a realidade do que pode ser atingido no Brasil", afirmou. No entanto, Teixeira destacou que 2012 será um dos anos mais difíceis para a indústria brasileira e para o comércio exterior em função do cenário internacional conturbado.

O governo admite que a tendência para o resto do ano é de desaceleração tanto das exportações quanto das importações. Mas destaca que Brasil e China têm a menor desaceleração do comércio exterior. "Nos outros países é muito mais rápido. A dinâmica do comércio é diferente para nós", afirmou Teixeira. Ele disse que o desempenho das exportações ao longo de 2012 dependerá da capacidade de absorção dos produtos brasileiros por outros países.

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