
São Paulo - A caixa de fotografias da família e os álbuns de viagens guardados em casa devem ser abertos novamente este ano no Brasil. Pela primeira vez desde o início da popularização da fotografia digital o mercado brasileiro de imagens impressas promete fechar em alta. Pequena, é verdade entre 2% e 3% mas significativa.
Antes das câmeras digitais, só se tinha a foto depois de mandá-la para um laboratório fotográfico. Agora, com as digitais, isso tudo fica escondido em incontáveis pastas no computador. A frase "eu nunca mais vi estas fotos digitais", tão comum para os mais antigos, deve ser menos ouvida.
Um estudo de Kodak mostra que o brasileiro tira e salva uma média de 600 fotos em seu computador por ano. Destas, não mais do que 20% são efetivamente ampliadas ou impressas. A tendência de crescimento para 2009 e 2010 anima fabricantes, lojistas e o próprio consumidor. Para o diretor nacional de vendas da Kodak, Emerson Stein, é o início da recuperação do setor. "O consumidor está com um leque enorme de possibilidades para sua criatividade, tanto na captura quanto na revelação e impressão da fotos digitais".A PhotoImageBrasil 2009 enorme feira de foto e imagem, destinada a profissionais do setor, realizada na semana passada em São Paulo deixou o visitante com muita vontade de "pegar"em suas fotos. A criatividade agora, além da fotografia, também pode ser exercitada no "pós-click". Álbuns impressos em minutos com muita qualidade e produtos divertidos e diferenciados como calendários, cartões comemorativos com texto e fotos e até DVDs com imagens e músicas são um grande parque de diversões para os amantes da fotografia.
Lançamentos e tendências apareceram na feira iluminados pelos gigantes do setor. Entre as novidades estão câmeras que produzem imagens em 3D, máquinas subaquáticas e até à prova de quedas.
As tecnologias para centros de processamento fotográfico também chamam atenção. O processo químico na fotografia aquele em que o papel fotográfico é sensibilizado pelo contato com diferentes substâncias vai perdendo espaço para as impressoras. Da mesma forma, as lojas especializadas estão sendo substituídas pelo autosserviço, por meio de quiosques espalhados por supermercados e outros locais com grande fluxo de pessoas. Nesses pontos, o cliente chega com um pen drive ou com o cartão de memória da câmera e em poucos minutos sai com as fotos em alta qualidade. Uma ferramenta a mais, cooperando para a popularização das fotos em papel. Pode escrever: muito provavelmente a velha caixa de fotos que você tem em casa vai ficar pequena para tantas lembranças impressas.




