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Indústria vai bem e faz Paraná “descolar” do país

Boletim do Banco Central indica que o ritmo da atividade econômica no estado ganhou força no fim de 2013

Carlos Araújo: “Quanto mais disciplina fiscal, melhor” | Antônio More/ Gazeta do Povo
Carlos Araújo: “Quanto mais disciplina fiscal, melhor” (Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo)

Impulsionada pelo bom desempenho da indústria, a economia paranaense cresceu num ritmo bem maior que o da economia brasileira em 2013. As informações são do Boletim Regional do Banco Central, apresentado ontem em Curitiba pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo.

O boletim indica que o ritmo da atividade econômica ganhou força no Paraná no trimestre encerrado em novembro, amparado pelos resultados do setor agropecuário, do comércio e da indústria de transformação.

O Índice de Atividade Econômica Regional do Paraná (IBCR-PR), medido pelo Banco Central, cresceu 1% no período – bem acima da expansão nacional, de 0,3%. "Nos últimos dez anos, a taxa de crescimento do Paraná foi de 52,4% contra 45,6% do Brasil, ou seja, o estado cresceu bem acima da média nacional", ressaltou Araújo.

Na avaliação da autoridade monetária, o "descolamento", em relação à média nacional, de indicadores importantes no Paraná – como o PIB, a produção industrial e a taxa de desemprego – faz com que a economia paranaense ocupe uma posição de destaque no cenário econômico.

Se as projeções do PIB se confirmarem, em 2013 a economia do Paraná cresceu acima da média nacional pelo quarto ano seguido. Segundo estimativa do Ipardes, o PIB do Paraná em 2013 avançou 4,8%, mais que o dobro da projeção do Banco Central para o PIB nacional (2,3%).

Agronegócio

De acordo com o Boletim Regional do Banco Central, o crescimento de 18,4% da safra de grãos do Paraná em 2013 marcou a recuperação do setor agrícola após a quebra da safra que comprometeu o crescimento do estado em 2012, quando o Paraná encerrou o ano com alta de 1,8% no PIB. Responsável pela produção de 19,4% de toda a produção de grãos do país, a economia do estado ainda é bastante sensível aos movimentos do campo. A boa notícia, segundo Araújo, é o aumento da participação da indústria. Em cinco anos o setor paranaense cresceu 20,5%, bem acima da indústria nacional (1,3%).

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