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Contas de luz e esgoto disparam em julho e pressionam inflação

Conta de luz
Inflação do mês subiu a 0,07% pressionada pelas tarifas de energia elétrica e de água e esgoto. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)

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As tarifas de energia elétrica e de água e esgoto dispararam em julho e fizeram a inflação do mês ficar em 0,07%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (11). Apesar do aumento destas contas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi menor do que o registrado em junho, de 0,16%.

Com isso, no acumulado do ano, a inflação soma 4,44%, abaixo do teto da meta de 4,5%. E, ainda, foi o menor índice para o mês desde o ano de 2022, quando alcançou -0,68%

Segundo o IBGE, a conta de luz subiu 3,09% e foi o principal impacto individual sobre a inflação, enquanto que a taxa de água e esgoto aumentou 0,40%. Ambos fizeram o grupo de Habitação ter o maior peso no cálculo do IPCA, de 0,99%.

No caso da energia elétrica, o índice sofreu pressão pelos reajustes das tarifas em Curitiba (19,55%), em uma concessionária de São Paulo (8,85%) e de outra em Porto Alegre (14,89%). A cobrança também permaneceu influenciada pela bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 à conta a cada 100 kWh consumidos.

A taxa de água e esgoto também subiu por reajustes em algumas capitais, como Salvador (3,57%), Porto Alegre (5,77%) Brasília (3,97%) e Rio Branco (6%). Por outro lado, o gás encanado caiu 0,04% devido à redução média de 2% nas tarifas do Rio de Janeiro.

Veja abaixo como se comportou a inflação em julho, segundo o IBGE:

  • Índice geral: 0,07%;
  • Habitação: 0,99%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%;
  • Despesas pessoais: 0,22%;
  • Artigos de residência: 0,07%;
  • Transportes: 0,05%;
  • Comunicação: 0,04%;
  • Educação: -0,03%;
  • Vestuário: -0,66%;
  • Alimentação e bebidas: -0,67%.

Na outra ponta, no entanto, o grupo de Alimentação e Bebidas recuou 0,67%, contribuindo para conter o avanço da inflação no mês. Embora tenha havido esta redução, as contas de casa acabam compensando negativamente a queda dos preços dos alimentos.

A queda dos alimentos foi puxada principalmente pela alimentação consumida em casa, que recuou 1,14%. Entre os principais produtos em baixa, destacaram-se o tomate (-29,09%), a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%), enquanto leite longa vida subiu 2,47% e frutas avançaram 1,20%.

Por outro lado, comer fora de casa ficou mais caro em julho. A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55%, com o lanche passando de 0,13% para 0,76% e a refeição avançando de 0,15% para 0,42%.

Entre os demais grupos, Saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,40%, influenciada por produtos de higiene pessoal e planos de saúde. O índice dos planos incorporou os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de até 5,11% para contratos posteriores à Lei nº 9.656/98 e de 5,52% ou 6,20% para determinados contratos anteriores à legislação.

Transportes registrou alta de 0,05%, resultado que combinou o aumento de 11,67% nas passagens aéreas com a queda de 1,44% nos combustíveis. Etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%) ficaram mais baratos no período.

Entre as capitais e regiões pesquisadas, Rio Branco apresentou a maior inflação de julho, com alta de 0,32%, influenciada principalmente pelas passagens aéreas, que subiram 12,27%, e pela energia elétrica residencial, com avanço de 2,66%. Belém teve a menor variação, de -0,45%, favorecida pelas quedas da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).

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