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Ipea admite mudanças nas estatísticas de emprego

Em sua primeira análise sobre o mercado de trabalho assinada pelo economista Marcelo Nery na posição de presidente, o Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea) admite mudanças nas estatísticas do emprego a partir de 2011. O boletim que analisa a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constata que, em relação a 2009, os números do mercado de trabalho no ano passado são positivos, porém "houve uma mudança na intensidade de melhora de alguns indicadores em relação a períodos anteriores".

O relatório do Ipea revela uma queda da taxa de participação das mulheres no período. De 2009 a 2011, a participação das mulheres no mercado de trabalho foi 4,3% menor. Na mesma direção, o boletim mostra queda na oferta de vagas para jovens com idades entre 15 e 24 anos, de 5,7%, e para pessoas com mais de 50 anos, de 3,5%, considerando o mesmo período de comparação.

Houve perda de ritmo também no acesso ao mercado de trabalho pelos moradores da região Nordeste do País. A partir de números da Pnad, o boletim demonstra que a variação na oferta de trabalho caiu 6,2% na região, de 2009 a 2011, enquanto na média do País a queda foi de 2,3%.

Ainda como economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nery, que hoje preside o Ipea, ganhou reconhecimento pela sua pesquisa sobre o surgimento de uma classe média no País, a partir de um avanço, principalmente, da participação de mulheres, jovens e idosos e moradores da região Nordeste no mercado formal de trabalho.

A explicação foi de que "a economia criou postos de trabalho em ritmo menor do que o crescimento da população em idade de trabalhar, mas, assim mesmo, foi possível diminuir a proporção de desempregados porque uma fração maior da população decidiu não oferecer sua mão de obra no mercado".

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