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Jogos no Facebook causam novas dores de cabeça para empregadores

Estudo realizado na Índia indica que mais de 12 por ento da produtividade é desviada todos os dias para atividades em sites de redes sociais

Para muitos empregadores, Facebook, MySpace e outros sites de redes sociais já são um flagelo no que tange a perdas de produtividade. Agora eles têm algo mais com que se preocupar: os jogos que esses sites oferecem.

Esse novo gênero de jogos sociais permite que as pessoas joguem com os amigos sem que todos precisem estar online ao mesmo tempo.

O envolvimento de baixa intensidade requerido fez com que jogos como FarmVille, Cafe World, Restaurant City, Pet Society e Happy Aquarium --desenvolvidos por produtoras como Zynga, Playfish, Crowdstar e Slashkey-- ganhassem popularidade entre os trabalhadores, que muitas vezes se conectam para jogá-los durante o expediente.

De acordo com uma recente pesquisa conduzida pela Associated Chambers of Commerce and Industry of India, cerca de 12,5 por cento da produtividade do setor empresarial é desviada a cada dia para atividades em sites de redes sociais.

"O que estamos vendo são mais e mais pessoas e organizações que reconhecem a perda de produtividade. Com isso, provavelmente mais bloqueios de aplicativos do Facebook por ordem dos executivos de informática serão vistos", disse Rebecca Wettermann, da Nucleus Research.

A Nucleus Research conduziu um estudo recente sobre os efeitos das redes sociais sobre a produtividade no ambiente profissional.

O levantamento constatou que cerca de metade dos funcionários de escritório dos Estados Unidos visitam sites de redes sociais no horário de trabalho, o que resulta em uma perda média da ordem de 1,5 por cento da produtividade total do escritório.

O Facebook, que conta com 350 milhões de usuários no mundo, diz que pelo menos 20 por cento de seus membros jogam online.

Sebastien de Halleux, presidente-executivo e co-fundador da Playfish, uma produtora de jogos online, disse que o crescimento na Ásia é mais rápido que em outras regiões.

"Não tínhamos ideia de que a difusão seria tão rápida... Quando conquistamos 100 mil usuários mensais, achávamos que aquilo fosse o auge do sucesso. Agora, com 60 milhões de usuários, achamos que estamos apenas no começo de algo muito maior", disse.

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