Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Bancos

Juros para crédito pessoal e compra de carro são os mais baixos em 15 anos

Na contramão da maioria das taxas, cheque especial volta a subir em julho. Spread cai para 26,8 ponto em julho, menor desde setembro de 2008

A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas suas operações com pessoas físicas teve novo recuo em julho deste ano, quando somou 44,9% ao ano, e, com isso, permaneceu no menor valor desde dezembro de 2007, segundo informações do BC. Em junho, quando estava em 45,6% ao ano, a taxa já estava no patamar mais baixo desde o final de 2007.

Contribuem para a queda dos juros bancários, neste ano, as reduções da taxa básica efetuadas pelo Banco Central, além do aumento da oferta de crédito (que contribui para que as taxas recuem mais). No caso dos juros básicos, a taxa, que iniciou 2009 em 13,75% ao ano, atualmente já está em 8,75% ao ano após cinco reduções efetuadas pelo BC.

Compra de veículos e crédito pessoal

Para compra de veículos, a taxa de juros dos bancos permaneceu em 26,9% ao ano em julho - mesmo patamar do mês anterior. A taxa de junho e julho é o menor valor da série histórica do Banco Central, que tem início em junho de 1994. Para o crédito pessoal, a taxa de juros de julho, que caiu 44,8% ao ano, também é a mais baixa desde 1994, informou o BC.

Spread bancário

No caso do "spread bancário", que é a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados de seus clientes, ou seja, a diferença entre o que pagam e o que cobram pelos recursos emprestados, o valor ficou em 26,8 pontos percentuais, o menor desde setembro do ano passado (26,4 pontos percentuais).

A crise se agravou justamente em meados de setembro, com o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers.O spread bancário é composto pela taxa de inadimplência, pelo lucro dos bancos e pelos tributos, entre outros. Os bancos alegam que o spread subiu na crise por conta do aumento da inadimplência.

Cheque especial sobe

A taxa de juros do cheque especial, segundo a autoridade monetária, voltou a subir em julho deste ano - na contramão da taxa geral para pessoas físicas. Os juros desta modalidade de crédito alcançaram 167,3% ao ano, contra 167% ao ano em junho. Os juros, nesta modalidade, ainda continuam extremamente elevados.

"Muitas famílias deixaram o cheque especial e foram para o crédito consignado. Aquelas que não têm essa possibilidade, permaneceram no cheque especial e tiveram um pouco mais de dificuldade para quitar os débitos, o que ocasionou um aumento da inadimplência nesta modalidade e subida dos juros", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Taxa média geral

No último mês, segundo a autoridade monetária, também recuaram os juros médios de todas as operações de crédito dos bancos. A taxa geral média de juros bancários, para operações com recursos livres, passou de 36,6% ao ano em junho para 36% ao ano em julho - a mais baixa desde dezembro de 2007 (33,8% ao ano).

Empresas

O BC informou ainda que os juros cobrados pelos bancos em suas operações com empresas também caíram em junho, para 26,7% ao ano. Em junho, estavam em 27,4% ao ano. Neste caso, é o valor mais baixo desde junho do ano passado, quando somaram 26,6% ao ano.

Segundo a autoridade monetária, a taxa cobrada pelos bancos para desconto de duplicata caiu para 39,5% ao ano em julho, contra 40,5% ao ano em junho. Já a taxa média dos bancos para capital de giro subiu para 31,9% ao ano em julho, na comparação com 31,8% ao ano em junho.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.