
Keita Takahashi é um gênio da psicodelia gamer vive brincando com imagens surreais e muitas cores vivas. E de sua mente surgiu um dos games mais incríveis dos últimos tempos, Katamari Damacy, que acabou de ganhar um tributo definitivo no PlayStation 3, o fenomenal Katamari Forever.
A história dos bastidores de Katamari é tão curiosa quanto o jogo em si. Durante um curso na escola de programação da Namco, uma das maiores empresas de games do Japão, Takahashi conseguiu emplacar seu inusitado projeto. O jogo se tornou uma franquia de sucesso, mas Takahashi deixou o projeto depois do segundo game para investir em outros games estranhos.O conceito do jogo é simples e surreal: o Rei do Cosmo que parece um misto de Cauby Peixoto com o personagem Ziggy Stardust, interpretado nos anos 1970 por David Bowie precisa devolver as estrelas e planetas ao firmamento e recruta seu filho, um minúsculo ser, para rolar uma bolinha especial a Katamari do título pelo planeta Terra para recolher a mais variada gama de objetos para formar novos astros.
As fases de Katamari Forever foram quase todas retiradas dos games que Takahashi se envolveu pessoalmente. E isso fica óbvio na qualidade e quantidade da diversão. O príncipe começa rolando a Katamari para pegar coisas pequenas, como lápis e tachinhas. Conforme a bolinha cresce, o cenário vai se revelando, a perspectiva se altera e a genialidade fica evidente.
Qualquer objeto do jogo, alfinetes ou constelações, pode ser pego pela Katamari. Além de uma proeza técnica, o jogo passa uma sensação única de infância, de descobrir o meio em que vivemos e com o tempo interagir com ele, transformando-o.
A experiência de jogar, e até assistir a alguém jogando, é incrível. A trilha sonora, toda cantada em japonês, é um chiclete sonoro, o detalhe final que faz de Katamari Forever uma viagem inesquecível.



