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Bolsa de Nova York nomeia chefe mulher; há 30 anos nem banheiro feminino tinha no clube da entidade

Stacey Cunningham, atual CEO do Grupo da NYSE, assumiu o cargo efetivamente nesta sexta-feira (24)

  • Jena McGregor
  • The Washington Post
Stacey Cunningham (foto) é a atual CEO do Grupo da  NYSE e agora assumiu a presidência da casa também. | Peter Foley/Bloomberg
Stacey Cunningham (foto) é a atual CEO do Grupo da NYSE e agora assumiu a presidência da casa também. Peter Foley/Bloomberg
 
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Há 30 anos, não havia nem banheiro feminino no sétimo andar da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), onde fica o restaurante e clube restrito a membros da entidade. Na última segunda-feira (21), porém, foi anunciada a nomeação da primeira mulher para a presidência da casa, que é o segundo maior balcão de negócios do mercado financeiro dos Estados Unidos, em seus 226 anos de história.

Stacey Cunningham, atual CEO do Grupo da NYSE, assumiu o cargo efetivamente nesta sexta-feira (24). Ela se junta à Adena Friedman, CEO da Nasdaq, que também assumiu esse papel desde o início do ano passado.

O anúncio é particularmente significativo porque nenhum dos maiores bancos de Wall Street (JPMorgan, Chase, Bank of America, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup) foi alguma vez dirigido por uma mulher. Ter duas mulheres nessa posição, lideranças as bolsas, avalia Brande Stellings, que comanda os serviços de aconselhamento da Catalyst, uma organização de pesquisa e consultoria focada na liderança feminina, pode ajudar a mudar o modo como as pessoas veem as líderes mulheres no setor financeiro.

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“Ter duas [mulheres nessa posição] nos coloca mais próximos de normalizar mulheres em posições de liderança”, diz Stellings, “onde, espera-se, as pessoas falarão mais sobre a liderança delas do que sobre o fato de que elas são mulheres.”

Neste anúncio, a Intercontinental Exchange salientou que faz mais de meio século desde que Muriel Siebert – a pioneira de Wall Street que lutou por um banheiro no sétimo andar da Bolsa – tornou-se a primeira mulher a ocupar um cargo na NYSE. Embora Catherine Kinney tenha sido co-presidente da casa no começo dos anos 2000, ainda havia homens acima da posição dela comandando a bolsa.

Stellings observou que Cunningham e Friedman têm pelo menos dois traços em comum. Ambas tornaram-se CEOs em um momento em que as bolsas estão enfrentando problemas na indústria, desde crescimento mais lento em taxas de transação e novas ofertas públicas iniciais até mudanças tecnológicas rápidas e titãs de tecnologia que estão planejando uma nova bolsa de valores.

As duas mulheres também fazem parte de um grupo que compõe cerca de 80% das CEOs do sexo feminino que chegam ao topo, diz Stellings, pois são candidatas internas com experiência significativa no setor ou na organização. Cunningham começou como estagiária de verão na NYSE em 1994, trabalhou para a Nasdaq, e gerenciou as ações da NYSE, derivativos de ações e negócios de fundos negociados em bolsa como diretora de operações antes de receber a aprovação para ir além. (Ela também teve tempo de ir à escola de culinária e trabalhar em uma cozinha profissional em um ponto de sua carreira).

“Quando vemos as mulheres avançarem para essas posições mais altas, é mais provável que elas tenham esse histórico de experiência, em vez de serem uma contratação externa”, disse Stellings. Então, a questão é: como é o pipeline no setor financeiro?

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A resposta é um pouco melhor do que no passado, dizem alguns, apesar de uma indústria que lida com problemas de assédio sexual e discriminação e de uma história de culturas dominadas por homens e sub-representação em algumas áreas. A pesquisa da Catalyst mostra que 29% dos empregos de nível sênior no setor financeiro são ocupados por mulheres, e Stellings observa que a investidora State Street anunciou recentemente que iria pressionar empresas a divulgar o número de mulheres em seus quadros de gerência.

Dan Ryan, sócio sênior da área de serviços financeiros da firma de pesquisa de executivos Heidrick & Struggles, com sede em Nova York, concordou que os maiores bancos de Wall Street parecem mais propensos a nomear uma CEO no futuro próximo do que nunca. “Há mulheres administrando algumas das maiores e mais rentáveis ​​áreas desses bancos”, disse ele. “Quer eles entendam ou não, quem sabe? Mas há mulheres nas fileiras da sucessão? Absolutamente.”

No JPMorgan Chase, por exemplo, cinco dos 11 membros de seu comitê operacional são mulheres, incluindo a CEO de gestão de ativos e patrimônio, Mary Callahan Erdoes, e a diretora financeira Marianne Lake. Barbara Desoer é CEO do Citibank, que responde por cerca de 75% dos ativos do Citigroup. Anne Finucane é vice-presidente do Bank of America, e há várias CEOs do setor financeiro de forma mais ampla. A Fidelity Investments é administrada por Abigail Johnson, por exemplo, e Margaret Keane lidera a Synchrony Financial.

“Há uma quantidade significativa de liderança feminina”, diz Ryan, “mesmo que você não a veja todos os dias no nível de CEO”.

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