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Ela já foi boia-fria e hoje fatura milhões de reais com franquia de bolos artesanais

Cleusa Maria da Silva abriu a Sodiê Doces há 21 anos, em um espaço de apenas 20 metros quadrados, e hoje a marca tem mais de 300 lojas no país, a um passo de chegar aos EUA

  • Carol Nery Especial para a Gazeta do Povo
Cleusa Maria da Silva é a mulher à frente da Sodiê Doces . | Divuglação
Cleusa Maria da Silva é a mulher à frente da Sodiê Doces . Divuglação
 
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A empresária paulista Cleusa Maria da Silva é a mulher à frente da Sodiê Doces, marca especializada em bolos artesanais desde 1997. Antes de faturar milhões com o negócio, considerado a maior franquia do segmento no país, ela trabalhou como boia-fria – foi cortadora de cana – , empregada doméstica e ajudante-geral. Com segundo grau incompleto, ganhava menos de um salário mínimo por mês nestas funções. Pouco mais de duas décadas após abrir o próprio negócio, ela tem sua marca em centenas de pontos pelo país, planos de expandir para o exterior e de lançar um novo produto no mercado, a Sodiê Salgados.

Até chegar a este patamar, o caminho de Cleusa foi bastante árduo. Enquanto trabalhava de carteira-assinada em uma indústria de autofalantes, Cleusa começou a fazer bolos em casa. Após dez horas de expediente, ela iniciava a produção à noite e esticava pela madrugada, para complementar a renda em 30%.

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“Minha mãe continuava a trabalhar como boia-fria e eu tinha obsessão por livrá-la dessa vida. Não admitia vê-la chegar em casa todos os dias com o rosto sujo de carvão. Precisava também garantir um futuro pro meu filho pequeno.”

Foram dois anos de dupla jornada até abrir a primeira loja da Sodiê Doces em um espaço de apenas 20 metros quadrados em Salto, no interior de São Paulo, com uma carteira de 50 clientes por mês. Na época com 30 anos de idade, Cleusa trabalhava das 7h às 23h e por muito tempo foi a única funcionária da empresa.

Em quatro anos, a empresária conseguiu mudar para uma loja maior, com 80 metros quadrados. Por incentivo de um dos clientes, fez cursos sobre franquias, sem fazer ideia do que se tratava o assunto, e em 2007 a empresária vendeu a primeira licença. Foi quando conseguiu, dez anos depois, levar a mãe para trabalhar com ela.

A empresária começou a ter lucros efetivamente um ano e meio depois de iniciar o sistema de franquias. Em dois anos, a Sodiê estava com inesperadas 50 lojas. Hoje, passados 11 anos, são mais de 300 unidades espalhadas em 12 estados do país, a maioria em São Paulo. Em Curitiba, são seis lojas, que ficam nos bairros Bacacheri, Hauer, Mercês, Novo Mundo, Rebouças e Sítio Cercado. Cleusa atribui o sucesso do negócio à perseverança, determinação e amor à atividade que escolheu desempenhar. “Passei muitas noites acordada, sem ver resultados, mas sentia satisfação no que eu fazia. E tive foco a longo prazo, além de não gastar mais do que ganhava.”

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Atualmente Cleusa divide sociedade com o filho, Diego Rabaneda, agora com 28 anos, e a clientela é muito maior: mais de um milhão por mês. Em 2017, a Sodiê faturou R$ 220 milhões – por questões estratégicas, a marca não informa dados sobre o volume de produção. O resultado aponta um crescimento de 30% em relação ao ano anterior, impulsionado pela abertura de 22 lojas. Para este ano, Cleusa estima um aumento mais tímido nas vendas, de 10%, e a abertura de no máximo dez novas unidades. “Estamos vivendo um ano atípico, no qual todo o segmento da alimentação está sentindo. Decidimos focar em consolidar as lojas abertas e colaborar com os franqueados neste momento delicado.”

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Uma das lojas da rede de Cleusa. O investimento para quem quer ser franqueado começa em R$ 450 mil., sendo R$ 60 mil para taxa de franquia.Divulgação

Uma das medidas para incrementar os resultados da Sodiê foi o recente lançamento de um aplicativo para a comercialização online dos quitutes. A marca desenvolveu seu próprio sistema para garantir a padronização de venda e entrega dos produtos pelas unidades franqueadas. Em menos de 15 dias foram mais de mil downloads. “Queremos aumentar o relacionamento com os clientes e melhorar ainda mais o atendimento, além de fidelizar com notificações sobre lançamentos e promoções relâmpago”, revela Cleusa. A Sodiê trabalha com três tabelas de preços, que variam conforme a região de atuação da franquia. Pedidos feitos até o meio-dia são entregues a partir de duas horas depois. Após o horário, são agendados para o dia seguinte.

Sodiê parte para o exterior e lança linha de salgados

Entre os planos de expansão da Sodiê, ainda para este ano, está a abertura de uma loja em Orlando ou Miami, nos Estados Unidos. “O projeto está aprovado desde 2014, mas foi atropelado por outras questões prioritárias. Em cerca de 30 dias um consultor estará nestas cidades em busca da melhor localização para nossa primeira loja fora do país.”

Para os brasileiros, a novidade é o lançamento da Sodiê Salgados. Em 2017 foi inaugurada a fábrica para produção da nova linha, com intuito de alavancar as vendas em 10% a 15%. Os produtos foram incorporados ao menu das lojas da franquia no ano passado, como uma espécie de teste.

A meta para este ano é abrir três unidades próprias da Sodiê Salgados, em São Paulo, cujos pontos estão em estudo. Eles passarão por uma avaliação de 90 dias, para então serem liberados para franqueados.

Raio-x da franquia Sodiê Doces

Investimento total: R$ 450 mil.

Taxa de franquia: R$ 60 mil.

Instalação: R$ 390 mil.

Capital de giro: R$ 50 mil.

Royalties: 6% do faturamento bruto.

Taxa de propaganda: 1% do faturamento bruto.

Faturamento mensal: R$ 50 mil a R$ 150 mil.

Lucratividade mensal: 12% a 18%

Prazo de retorno: 24 a 26 meses.

Contrato: renovação a cada cinco anos.

Área mínima: 150 metros quadrados.

Localização: a partir de 85 mil habitantes.

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