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Não é só comida: startup curitibana entrega de fralda a saco de boxe

Com perspectiva de aumentar em dez vezes o crescimento este ano, James Delivery faz entregas promocionais a R$1,99 e conta com 650 entregadores cadastrados na cidade

  • Anna Simas Orgis Especial para a Gazeta do Povo
Startup curitibana James Delivery desenvolveu o primeiro aplicativo de delivery que funciona por comando de voz, disponível, por enquanto, para usuários do sistema iOS. | Divulgação
Startup curitibana James Delivery desenvolveu o primeiro aplicativo de delivery que funciona por comando de voz, disponível, por enquanto, para usuários do sistema iOS. Divulgação
 
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Eles começaram com entregas básicas de comida e em pouco mais de um ano estavam levando de tudo à casa das pessoas: pacote de fraldas, remédios, roupas esportivas e até churrasqueira portátil. Foi assim que o serviço de entrega curitibano James Delivery conseguiu crescer mais de 800% em 2017. E a perspectiva para este ano é ainda maior: aumentar em dez vezes o faturamento, expandir para outras capitais e se consagrar como o primeiro aplicativo de delivery que funciona por comando de voz.

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“A próxima fronteira da tecnologia vai ser fazer tudo por voz. Analisamos o mercado e vimos que ainda não tinha nenhum serviço de entrega que fizesse isso. Passamos seis meses desenvolvendo esse projeto e hoje quem tem o sistema iOS já pode usar. Em breve faremos para Android também”, explica Lucas Cechin, um dos sócios.

Ele e seus outros três sócios, Juliano Hauer, Eduardo Petrelli e Ivo Roeda, decidiram reinvestir todo lucro da startup para fazer o negócio crescer. O resultado é visível: hoje contam com 650 entregadores cadastrados, que levam as encomendas até os clientes, e de fevereiro para março tiveram um crescimento de 50% nas entregas. O cadastro funciona de forma parecida com o dos aplicativos de transporte, como o Uber. Os interessados em fazer o serviço se inscrevem, dizem como pretendem fazer a entrega e aí passam por uma seleção e depois por um treinamento.

A maioria dos entregadores (cerca de 70%) usa a bicicleta, mas quem tem carro ou moto também pode participar. A cada entrega feita eles ganham R$ 6,99. Já o lucro do James Delivery é em cima de cada produto, pois cobram 10% sobre o valor da mercadoria.

O serviço funciona por aplicativo, disponível tanto para iOS quanto para Android. O cliente escolhe o que quer, que pode ser de um dos 300 parceiros cadastrados ou de qualquer outro estabelecimento da cidade. “A pessoa pode pedir coisas de onde quiser como, por exemplo, da padaria pequena perto de casa”, diz Cechin. Este ano o James lançou uma taxa de entrega com desconto, no valor de R$ 1,99, que funciona para alguns estabelecimentos selecionados.

A ideia nasceu da falta de sal e pimenta

Os sócios, que estudavam Administração na Califórnia em 2015, preparavam um jantar quando se deram conta de que faltava sal e pimenta do reino. Foi aí que pensaram como seria bacana ter alguém que fosse ao mercado para eles, naquele horário, comprar os ingredientes sem que precisassem sair de casa. A partir daí, os quatro jovens começaram a colocar no papel a ideia de criar um serviço de delivery para tudo, que não apenas incluisse o que já costuma ser entregue em casa, como comida e remédio, mas qualquer coisa que uma pessoa possa precisar ou desejar em qualquer horário do dia.

De volta ao Brasil em 2016, eles criaram o aplicativo do James Delivery. “Escolhemos o nome por remeter à ideia de mordomo, daquela pessoa que faz tudo”, contam. No início eram os quatro os encarregados por todas as entregas. A ideia era entender como o negócio funcionava, quais eram os tipos de pedido, o tempo para chegar aos locais e fazer as compras e até o controle de pagamento do serviço. Depois de consertar as falhas, começaram a abrir o cadastro para entregadores.

Pedidos inusitados

No começo, quando os clientes ainda não conheciam direito o serviço do James, os pedidos eram principalmente de comida. Só mais tarde é que as pessoas se deram conta de que podiam usar o aplicativo para suprir outras necessidades da casa.

“Um caso emblemático, que marcou essa transição da comida para outras coisas, foi quando uma mãe pediu um pacote de fraldas. Até desconfiamos e ligamos para ela para confirmar. Quando atendeu, ouvimos uma criança berrando no telefone e entendemos que aquela era uma demanda urgente”, conta Cechin.

Foi aí que os sócios notaram que havia um público, como o de pais, por exemplo, que precisavam de coisas simples, porém, urgentes, e que nem sempre podiam sair de casa para buscar. Hoje pedidos de leite em pó e fraldas são bem frequentes no aplicativo, mas Lucas, Juliano, Eduardo e Ivo já se depararam com coisas bem inusitadas, como solicitação de entrega de pregos, preservativos, balde de tinta e até um saco de boxe.

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