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Por que tantos negócios têm nomes ruins? Veja 6 passos para não errar na escolha

Uma designação ruim de um negócio ou uma marca pode ser desastrosa. Veja dicas de especialistas em branding para não cair nesse erro

  • Anna Simas Orgis Especial para a Gazeta do Povo
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O serviço é excelente, o produto é ótimo, mas mesmo assim a empresa não decola. O problema pode estar em algo mais simples do que se imagina: o nome. Muito do sucesso de um negócio ou de uma marca depende de uma boa escolha do nome. Ela pode levar o empresário, desde o micro até o grande, ao sucesso ou ao fracasso em pouco tempo.

Alguns cases ficaram famosos por errarem feio na escolha de suas marcas e empresas. Em 2002, por exemplo, a Umbro –fabricante de artigos esportivos – lançou um tênis chamado Zyklon. O problema é que esse é o nome de um gás mortal usado na Segunda Guerra Mundial. Não deu outra: o produto não vendeu e a empresa ainda foi acusada de apologia ao nazismo e precisou se desculpar.

Outro caso conhecido é de um carro da Chevrolet chamado Chevy Nova. Na América Latina as vendas foram um fracasso porque Nova lembra, em espanhol, o termo No va, que significa “não vá”.

Esses exemplos são de empresas grandes. Mas os especialistas em reposicionamento de marca garantem que os cuidados servem para todos os tipos e tamanhos de negócios e produtos.

Veja algumas dicas para acertar na escolha do nome e não perder tempo e dinheiro:

1. Pesquise o significado do nome

Não há como bater o martelo na escolha de um nome sem antes saber o que ele significa. E não é só em português, não. É preciso ficar atento ao que ele diz também em outras línguas. Isso porque, segundo o professor dos cursos de pós-graduação em Marketing da FAE Business School Douglas Zela, todo produto e empresa, para dar certo hoje, necessariamente precisa ir parar na internet. E aí fica fácil saber o que o nome significa em língua estrangeira logo que se digita a palavra em algum site de busca. Portanto, o sentido tem que ser algo bacana tanto no Brasil quanto fora.

Além do significado, evite que o nome lembre alguma coisa com conotação ruim, engraçada ou pejorativa. Se isso acontecer, certamente a marca vai virar piada e ser rejeitada pelo consumidor.

2. De olho no público alvo

A escolha tem de levar em conta quem a empresa ou o produto quer atingir. Parece simples, mas muitos donos tendem a usar seus gostos e histórias pessoais para escolher e esquecem que é preciso agradar o cliente, não a si mesmo.

A especialista em estratégia de marca da XOK Branding, Scheila Novaes Schuchovsk, exemplifica com um caso de uma loja de bijuterias. Se as peças são voltadas para mulheres entre 20 e 35 anos, não adianta pensar em nomes que façam referência a alguma avó ou bisavó do dono. O ideal é pesquisar palavras com significados modernos, que transmitam a ideia de beleza e juventude que a loja quer passar.

3. Fuja dos nomes de família

Uma empresa tem que ser algo vendável, com valor de mercado e que possa passar para frente. Por isso usar um nome de família no negócio pode ser um problema, pois quem comprar geralmente não vai querer usá-lo. Sem contar que a pessoa que vendeu o negócio pode não desejar mais seu nome atrelado a uma marca.

“Isso vale muito para negócios pequenos, de bairro, como Padaria do João, por exemplo. O João pode até ser bem conhecido na região, mas terá dificuldades para se desfazer, se quiser, ou pode ficar com ele marcado se o negócio der errado”, comenta Zela.

A dica da Scheila é deixar nomes próprios e de família para negócios mais autorais, em que o profissional é quem importa, como no caso dos escritórios de arquitetura. Existem situações específicas em que o nome do dono dá muito certo, como na rede Salão Marly, em Curitiba. Mas isso depende muito do quanto o empresário é conhecido e se a ideia do negócio transcende o nome da pessoa.

4. Tem que ser fácil de pronunciar

Acrônimos e nomes estrangeiros não são proibidos, mas requerem um cuidado. No primeiro caso, é importante que a letras tenham vogais no meio, para que formem uma pronúncia clara e não um processo de soletrar letras. No segundo, se a pronúncia for difícil ou apalavra estrangeira não for muito conhecida, esqueça. Se o cliente não conseguir falar, ele vai evitar ir ao negócio ou comprar o produto.

5. Não precisa ser curto, mas tem que ser simpático

Ficou para trás a ideia de que o nome de um negócio precisa ser curto para ser memorizado. Ele pode, sim, ser um pouco mais longo, desde que transmita uma ideia simpática, que soe bem. “McDonalds e Coca-Cola não são curtinhos, mas são marcas fortíssimas, que pegaram muito bem. São nomes agradáveis, com boa sonoridade”, comenta a especialista da XOK Branding.

6. Fuja do óbvio

Nome óbvio tende a ser mais fácil de escolher: requer menos tempo para pensar e menos criatividade. Mas se o desejo é criar impacto no mercado, é preciso fugir dele, sair da zona de conforto e pensar em algo diferente, que fortaleça a marca e não que seja tão fácil a ponto de existir várias outras marcas e empresas com o mesmo. Originalidade conta bastante.

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