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Setores tradicionais

Seis ideias de negócios populares entre os brasileiros

Padarias, lanchonetes, salões de beleza. Conheça seis ideias de negócios bastante populares entre os brasileiros e saiba como abrir cada um deles

  • Naiady Piva
Mesmo na era das startups, os negócios mais tradicionais são os mais escolhidos pelos brasileiros empreendedores. | Hugo HaradaGazeta do Povo
Mesmo na era das startups, os negócios mais tradicionais são os mais escolhidos pelos brasileiros empreendedores. Hugo HaradaGazeta do Povo
 
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Na hora de empreender, muita gente sonha com a boa e velha padaria ou lanchonete. Em um mundo em que pipocam empreendimentos “moderninhos”, alguns negócios tradicionais seguem firmes e fortes, seja porque prestam um serviço que têm demanda — como a alimentação — ou por questões culturais. A Gazeta do Povo listou seis ideias de negócios populares e os primeiros passos para abrir cada um deles.

A lista inclui: lanchonete, bar, pet shop, salão de beleza, food truck e padaria. As dicas de como abrir são do Sebrae, com base em estudos sobre mais de 400 ideias de negócio. O órgão traçou o panorama de mercado de cada um deles, com informações inclusive sobre exigências legais, tributação e canais de distribuição. 

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O guia é um bom recurso para ajudar na tomada de decisão e no planejamento para abrir um negócio. A investigação, aliás, é o primeiro passa para quem vai empreender.

Conhecer a si mesmo (você realmente está disposto a arriscar? Tem paixão por este negócio? Então vá em frente) e ao setor que pretende investir (o empreendedor deve ser um especialista naquilo que faz).

Veja abaixo 6 ideias de negócios populares e como abrir cada um deles.

1. Lanchonete

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Leticia AkemiGazeta do Povo

A grande vantagem da lanchonete é sua flexibilidade. É uma atividade que se adequa a diferentes localizações e público-alvo, bem aceito por todas as classes sociais. É claro que o público e o padrão do estabelecimento serão determinados tanto pela localização quanto pela forma como o negócio é formatado. A oferta de produtos inovadores, como alimentos funcionais e de sabores irreverentes, pode funcionar como um atrativo e marketing "boca a boca" entre os clientes. 

Estrutura:

Considerando uma lanchonete padrão, que comercializa produtos industrializados e produz lanches, além de salgados e doces para venda na vitrine, o ideal é uma área inicial de 50 metros quadrados. Dividida em: área de produção (manipulação, pré-preparo e preparo dos alimentos); estocagem; áreas de atendimento ao cliente (auto-serviço e espaço para mesas e cadeiras); sanitários. 

Pessoal: 

Uma lanchonete requer gerente, caixa, atendente, cozinheiro e copeiro. 

Ponto comercial: 

Antes de definir o ponto, é importante identificar e mapear os concorrentes e fornecedores. Além disso, é importante checar se o Plano Diretor do município permite a realização daquela atividade, e se a planta do imóvel foi aprovada pela prefeitura. 

Leve em conta os custos para adptar o imóvel para a realização de produtos alimentícios. Confira se o imóvel é de fácil acesso e possui local para carga e descarga de mercadorias, além de serviços de transporte público nas redondezas. 

Investimento: 

O Sebrae estima um investimento inicial em torno de R$ 80 mil, levando-se em consideração um imóvel alugado de aproximadamente 50 m². 

Capital de giro: 

Os custos mensais de uma lanchonete de pequeno porte gira em torno de R$ 30 mil, entre custos fixos, variáveis e capital de giro. 

Confira a ficha completa no site do Sebrae

2. Bar 

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Hugo HaradaGazeta do Povo

O bar é um ambiente com característica agregadora. Um espaço onde amigos se encontram, e que pode ser a marca de uma determinada região ou cultura. Além das bebidas, os bares muitas vezes se destacam por suas especialidades gastronômicas. Uma decoração agradável é fundamental. 

Estrutura: 

A estrutura pode ser simples. Um balcão (que deve estar em local bem escolhido e de acesso imediato), um salão para mesas, banheiros, depósito e área de cozinha. As bebidas mais nobres merecem um lugar privilegiado nas prateleiras. A iluminação deve ser adequada para dar noção de amplitude e beleza.

A bancada onde ficam os copos, geladeira e prateleira de bebidas devem ficar acessíveis. No salão, para cada 100 metros quadrados, o cálculo é de 19 mesas. O caixa pode estar localizado próximo à saída ou em área que permita visão ampla do salão. 

Pessoal: 

A quantidade de funcionários se relaciona ao porte. Normalmente se contrata garçons, cozinheiros, barman e auxiliáres de limpeza. É importante que os funcionários tenham qualificação nas áreas de cozinha e atendimento ao cliente. 

Ponto comercial: 

Uma boa localização para bar é próximo a algum ponto de atração de pessoas, que facilite o acesso. A escolha da região depende do público a ser atendido. A proximidade a faculdades, zonas comerciais ou de muitos escritórios pode ser uma boa. Observe se a cidade possui Lei do Silêncio. 

Investimento: 

O investimento para um bar de pequeno porte gira em torno de R$ 15 mil a R$ 30 mil, estima o Sebrae, entre equipamentos e uso diário. Os gastos com a adequação do imóvel, bem como a aquisição do estoque inicial não estão computados nestes valores. 

Capital de giro: 

O capital de giro fica em torno de 35% a 65% do investimento total. O ideal é ter em caixa um valor que permita à empresa sobreviver por, pelo menos, 90 dias. O dinheiro arrecadado neste meio tempo deve ser reinvestido na empresa. 

Confira a ficha completa no site do Sebrae

3. Pet Shop 

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André RodriguesGazeta do Povo

Os pet shops podem comercializar alimentos, roupas, brinquedos, perfumes, acessórios e remédios de animais, além de oferecer serviços como banho e tosa. 

Estrutura: 

Sugere-se uma área de 50 metros quadrados. A área pode ser dividida em: escritório, espaço para banho e tosa, espaço para guarda de equipamentos, alojamento de animais, loja e deposito. 

Pessoal: 

O ideal é que o pet shop disponha de quatro tipos de profissionais: responsável técnico, veterinário, administrador, balconista e tosador. 

Ponto comercial: 

A localização de um pet shop deve ser adequada aos clientes (fácil acesso, estacionamento no local ou próximo), aos funcionários (próximo ao transporte coletivo e a serviços), além de levar em conta aspectos urbanísticos (segurança da região, serviços de recolhimento de lixo) e financeiros (preço do aluguel e qualidade dos imóveis disponíveis). 

Investimento: 

Para um pet shop em uma área de 50 metros quadrados, é previsto um investimento inicial de R$ 88,5 mil. A ser alocado em: reforma (R$ 30 mil), aluguel (R$ 2,5 mil), divulgação (R$ 2 mil), estoque inicial (R$ 20 mil), móveis e equipamentos (R$ 25 mil), taxas e impostos (R$ 1 mil), e capital de giro (R$ 8,5 mil). 

Capital de giro: 

O capital de giro do pet shop pode ser considerado baixo, e fica entre 10% e 20% do investimento inicial. 

Confira a ficha completa no site do Sebrae

4. Salão de beleza 

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Ivonaldo AlexandreGazeta do Povo

O salão de beleza é um negócio bastante tradicional. Mesmo assim, o crescimento de negócios ligados à saúde e beleza mostra que este é um mercado com potencial. O estabelecimento pode oferecer serviços diversos, como estética capilar, embelezamento das mãs, maquiagem facial, depilação, entre outros. 

Estrutura: 

A área mínima indicada pelo Sebrae para um salão de beleza é de 40 metros quadrados. Pode ser dividido em recepção (um balcão com telefone e computador para fazer cadastros de clientes.

Pode incluir o caixa); sala de espera (de preferência com água, cafézinho, revistas, televisão e música ambiente); espaços de atendimento (pode-se utilizar biombos para criar área privativas); estrutura de banheiros; estacionamento (ter uma área de estacionamento ou convênio com um estabelecimento próprio pode ser um diferencial). O piso deve ser de material resistente, impermeável, e de fácil limpeza. 

Pessoal: 

Para um salão de pequeno porte, é possível começar com quatro profissionais, sendo um recepcionista, um profissional em manicure e pedicure, e dois cabeleireiros profissionais. 

Ponto comercial: 

O salão de ebelza deve estar localizado próximo ao local de residência ou de trablaho do público-alvo, em locais com grande frequência de público (como shoppings centers, centros comerciais, ou ruas com grande fluxo de pessoas). As principais variáveis para escolher o ponto são demanda (público potencial), oferta (concorrência) e custos (preço do aluguel na região, gastos com reforma). 

Investimento: 

O investimento previsto pelo Sebrae em um salão de beleza de porte pequeno é de R$ 79.488,09 . Os gastos são divididos desta forma: reforma e instalações ( R$ 20 mil); equipamentos ( R$ 30,8 mil); despesas de registro da empresa (R$ 3,5 mil); capital de giro para os três primeiros meses de atividade (R$ 18 mil); e marketing inicial (R$ 1 mil). 

Capital de giro: 

O capital de giro pode ser calculado como 30% do total investido inicialmente ou três vezes o valor de custeio mensal. No cálculo do Sebrae, os valres equivalem, respectivamente, a R$ 18 mil (30%) e R$ 36 mil (três vezes o custo operacional). 

Confira a ficha completa no site do Sebrae

5. Food truck 

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André RodriguesGazeta do Povo

Os food trucks são veículos adaptados para servir refeições nas ruas. Embora venda de comidas na rua não seja algo novo, o termo "food truck" ficou associado à venda de produtos de maior nível gastronômico e que cobram um preço reduzido, quando comparados ao de um restaurante. 

Estrutura: 

Os Food Trucks podem ser montados em trailers, vans, peruas e em pequenos caminhões e operar em locais permitidos dentro das leis de zoneamento. As tradicionais peruas ambulantes têm em média 3 metros de comprimento e os caminhões cerca de 6 metros.

Pessoal: 

Pelo espaço diminuto, o food truck em geral exige uma equipe enxuta, que pode ser formada por cozinheiro e caixa (ambas funções podem ser executadas pelo próprio empreendedor). Também podem compor a equipe um auxiliar de cozinha e um atendendo de balcão e áreas externas (caso haja alguma). 

Ponto comercial: 

A flexibilidade do ponto comercial é a grande vantagem do food truck, já que ele não precisa de local fixo. Apesar disso, em muitas cidades surgiram estabelecimentos coletivos, que reúnem diversos food trucks de forma fixa, em uma mesma área. É importante checar a legislação da prefeitura, para checar onde é permitido operar. 

Investimento: 

O Sebrae calcula um investimento inicial de R$ 165 mil, alocados nos seguintes itens: aquisição do veículo (R$ 70 mil); adaptação do veículo (R$ 70 mil); despesas de abertura de empresa (R$ 2,5 mil); estoque inicial de mercadorias e embalagens (R$ 10 mil); divulgação inicial (R$ 3 mil); despesas iniciais, relativas a um mês (R$ 8 mil). 

Capital de giro: 

O Sebrae sugere duas formas de estimar o capital de giro de um food truck. O valor relativo a 3 meses de reposição de estoques e despesas ou um valor de cercad e 15% do capital investido. 

Confira a ficha completa no site do Sebrae

6. Padaria 

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Hugo HaradaGazeta do Povo

Os pães e produtos panificados, como salgados e biscoitos, são os principais produtos comercializados pelas padarias. Mas, atualmente, os estabelecimentos tradicionais estão se transformando em locais mais requintados, que lembram uma delicatessem ou uma boutique de pães. Quem for abrir um negócio nesta área deve estar atento às tendências desta "nova padaria". 

Estrutura: 

O Sebrae separa os tipos de padaria em três: padaria tipo boutique (em regiões de alto poder aquisitivo, concentradas em produtos próprios e importados); padaria de serviço (em regiões centrais e ruas com grande circulação de pessoas, com concentração de lojas comerciais e escritórios. Oferecem serviços de bar, lanchonete, confeiraria, rotisseria, etc); e padaria de conveniência (em bairros residenciais. Além de produtos próprios, como padaria e confeitaria, oferece produtos de conveniência). 

Pessoal: 

Para uma padaria de pequeno porte, o Sebrae indica começar com sete empregados. Sendo eles: dois padeiros, um ajudante de padeiro, dois atendentes de balcão e dois caixas. 

Ponto comercial: 

As pessoas ainda optam por locais que seja próximos a suas residências ou locais de trabalho. O que torna a busca bastante ampla, já que inclui qualquer região com um grande movimento de pessoas de ambientes comerciais ou residenciais.

Vale analisar os imóveis disponíveis no bairro e o poder aquisitivo da população local. Além disso, o número de padarias existentes na vizinhança e a qualidade dos produtos oferecidos por elas deve ser levado em conta. 

Investimento

O Sebrae estima um investimento entrre R$ 200 mil e R$ 250 mil para uma padaria de 50 metros quadrados. O cálculo é para o ano de 2017, e leva em conta o montante de R$ 4 mil a R$ 5 mil por metro quadrado (média do Instituto Tecnológico da Panificação e Confeitaria). 

Capital de giro

O Sebrae sugere que o capital de giro leve em conta três tipos de prazos. Os prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo de estocagem e concedido aos clientes, maior deve ser o capital de risco. Também é preciso ter um caixa mínimo para o pagamento de despesas gerais e abastecer o mix de revenda, que pode ficar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. 

Confira a ficha completa no site do Sebrae.

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