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Sem alarde, Natura aposta em franquias, alçando consultoras a donas de loja

A empresa não esconde que a iniciativa, colocada em movimento ainda em 2017, é também uma forma de transformar estabelecimentos informais em franquias

  • Fabiane Ziolla Menezes
Simone Silveira Sozim, de 36 anos, foi a primeira franqueada da Natura em Curitiba. | Daniel Caron/Gazeta do Povo
Simone Silveira Sozim, de 36 anos, foi a primeira franqueada da Natura em Curitiba. Daniel Caron/Gazeta do Povo
 
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Com mais de 50 franquias Aqui Tem Natura já em operação em cidades de cinco estados brasileiros, incluindo Curitiba, no Paraná, a marca está apostando no modelo de franquias como uma nova forma de atuação. A ideia é valorizar as consultoras de maior produtividade (desde julho do ano passado há cinco níveis de progressão na atividade), alçando-as a donas de lojas físicas da marca.

“Hoje temos 1,2 milhão de consultoras de beleza Natura. Acreditamos que a oportunidade complementa os benefícios do nosso plano de crescimento, trazendo um novo caminho possível às consultoras de perfil mais empreendedor da marca”, explica a diretora de relacionamento da Natura, Cida Franco, que não quis revelar à reportagem, quantas dessas consultoras teriam potencial para virar franqueadas ou mesmo quantas lojas nesse modelo a marca gostaria de ver abertas ainda em 2018. 

LEIA TAMBÉM: Depois de comprar a The Body Shop, Natura anuncia nova marca corporativa global

A empresa não esconde que a iniciativa, colocada em movimento ainda em 2017 e sem alarde, é também uma forma de transformar estabelecimentos do tipo pronta-entrega, muitos abertos informalmente por consultores e consultoras, em franquias.

“A conversão de cada ponto depende tanto do interesse do consultor no modelo de negócios oferecido quanto na nossa validação do perfil e do ponto comercial em questão. Com esse movimento, a Natura também aponta qual o formato de atuação será permitido e incentivado para comercialização da marca em pontos comerciais”, explica a diretora de relacionamento da Natura.

Pouco sobre as novas operações, aliás, foi relevado à reportagem. Nem mesmo o investimento e o tamanho mínimos para se abrir uma loja da marca, informações básicas divulgadas por qualquer franqueador, foram passados à Gazeta do Povo.

Alegando questões estratégicas, a Natura talvez esteja mesmo é escondendo o jogo de concorrentes poderosas e que já atuam no modelo de franquias, como O Boticário. A marca paranaense é hoje a maior rede franquias do Brasil, com mais de três mil unidades, segundo o último ranking da Associação Brasileira de Franchising (ABF). A título de comparação, o investimento mínimo para a abertura de uma franquia de O Boticário é de R$ 510 mil, para um espaço de no mínimo 36 metros quadrados.

Bairro turístico de Curitiba foi o escolhido para a primeira unidade na cidade

Simone Silveira Sozim, de 36 anos, foi a primeira franqueada da Natura em Curitiba. Mas a história dela com a marca não é de agora. Antes de dar vazão à vocação empreendedora com a ajuda da empresa, Simone atuou por dois anos como consultora da Natura e, depois, outros 11 anos como funcionária da marca.

“Em maio do ano passado voltei a ser consultora e em setembro eu já estava inaugurando a franquia. (...) Eu saí da Natura, mas a Natura não saiu de mim”, conta ela, que abriu a unidade na Avenida Manoel Ribas com mais uma sócia. 

Simone conta que foi a uma reunião de exposição do modelo de franquias e lá mesmo se candidatou para a empreitada. A escolha do bairro onde ela mora para a abertura da loja foi reforçada também pelo fato de Santa Felicidade ser um ponto turístico de Curitiba. “É um bairro estratégico, uma cidade do interior dentro da capital, e tem muito turismo”, observa Simone.

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Fachada da franquia de Simone, Viva Beleza, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba.Daniel Caron Gazeta do Povo

Ela conta que a Natura fez uma avaliação minuciosa do ponto, mas não revela de quanto foi o investimento inicial para a abertura da loja nem mesmo se já teve retorno desse investimento nesses cinco meses de funcionamento da unidade. “Inauguramos numa época muito boa do ano, próxima da Black Friday e do Natal. Posso dizer que o retorno está dentro das nossas expectativas”, conta Simone. 

Para divulgar o ponto, Simone contou não só com os clientes que já tinha como consultora, mas com estratégias típicas de comércio de rua, como panfletagem. Ela também conta que, além dela e da outra sócia, investidora do negócio, mais duas funcionárias mantêm a operação da loja.

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