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Startup fatura primeiro milhão com software de ponto eletrônico

A meta da empresa curitibana é faturar R$ 16 milhões em 2020 e atender pelo menos 100 mil clientes. A reforma trabalhista deve colaborar para isso

  • Carol Nery Especial para a Gazeta do Povo
Atualmente, 40% dos clientes da Pontomais são empresas das áreas de tecnologia da informação e de comunicação. Na foto, o CEO da Pontomais, Hendrik Machado. | Daniel CaronGazeta do Povo
Atualmente, 40% dos clientes da Pontomais são empresas das áreas de tecnologia da informação e de comunicação. Na foto, o CEO da Pontomais, Hendrik Machado. Daniel CaronGazeta do Povo
 
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Um sistema de bater ponto eletrônico, totalmente online, e que poupa tempo e dinheiro das empresas é a proposta da Pontomais, em substituição aos tradicionais relógios de ponto. O software permite a gestão via web, smartphone ou tablet, assim como a integração com sistemas convencionais de controle da jornada de funcionários, alinhado às portarias 1510/09 e 373/11 do Ministério do Trabalho.

A startup curitibana comandada por três sócios nasceu em março de 2016 e chegou ao seu primeiro milhão em faturamento em 2017, com mais de 200 contratos assinados ao mês. Hoje são 11.475 empresas cadastradas em todo país, que somam 64.173 colaboradores ativos e 14,6 mi de pontos controlados.

“O primeiro ano foi de validação do produto, com muitas ações de inbound marketing, para atrair o nosso público. No segundo ano, em 2017, injetamos R$ 2 milhões e nos firmamos no mercado. Mudamos de sede, demos um salto de um para 30 colaboradores e, principalmente, criamos internamente o sentimento de crescimento mútuo, o que influencia diretamente no desempenho”, comemora o CEO da Pontomais, Hendrik Machado.

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A expectativa é de que os números decolem muito mais em um futuro bem próximo. A Pontomais pretende fechar 2018 com um faturamento quatro vezes maior que no ano anterior, na casa dos R$ 4 milhões, e repetir o índice num período de mais dois anos.

“Temos o objetivo de ocupar a liderança e de ser uma referência no mercado. A meta é chegar a um faturamento de R$ 16 milhões em 2020, com uma carteira de pelo menos 100 mil empresas cadastradas, de diferentes portes e segmentos”, afirma Machado.

Atualmente, 40% dos clientes são empresas das áreas de tecnologia da informação e de comunicação (publicidade, marketing). A startup oferece variados planos, inclusive gratuito, com valores que variam conforme a quantidade de funcionários e necessidades da companhia.

Além da própria tecnologia em si e das mudanças de comportamento de consumo da população nos últimos anos, de assinar e consumir ao invés de comprar, a promessa de sucesso do negócio está diretamente relacionada às novas regras da lei trabalhista, sancionada pelo presidente Michel Temer e que entrou em vigor em novembro de 2017.

Entre elas, a regulamentação do sistema home office e o trabalho intermitente (horário flexível). A cada 3 clientes da Pontomais, um atua neste segundo modelo. “Perdeu-se o estigma de cumprir um horário fixo de expediente, dependendo do tipo de negócio. O que importa é cumprimento das tarefas dentro do prazo. Com isso as empresas ganham opções de jornada e muito mais performance”, avalia Machado. 

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Escritório da Pontomais, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Daniel CaronGazeta do Povo

Como funciona o sistema da Pontomais

Por meio de aplicativo ou diretamente no endereço pontomais.com.br pelo computador, o colaborador recebe login e senha. Com um clique, registra seu ponto de entrada, saída e intervalo. Nele aparecem foto, horário e local onde foi batido.

O sistema permite a programação de alertas e, se mesmo assim, o colaborador esquecer um registro ou estiver atrasado, será notificado. É possível ainda acessar relatórios automáticos e ter acesso a indicadores ilustrados de presença, ausência e banco de horas. 

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A empresa de software para gestão de transportes e logística Gestran, no mercado há 21 anos, adotou o sistema há sete meses e retirou da parede o relógio de ponto tradicional. Agora os 33 colaboradores, 30% em sistema home office, têm acesso e controle de sua jornada.

“Eles ganharam autocontrole, como a possibilidade de se programar para o pagamento ou compensação de horas, por exemplo”, revela a gestora administrativa da Gestran, Caroline Bucholdz Raymundi. Ela conta que a novidade facilitou a gestão de RH e de cada área, otimizando o tempo de trabalho em 80%.

“O fechamento de mês das equipes, que levava dois dias para ser concluído, é feito em meio período. Sem contar a melhor qualidade das informações de cada um.”

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