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B-Abroad

Tinder do MBA quer levar brasileiros para estudar nos EUA

Com uma mescla de coaching com mentoria, B-abroad quer orientar brasileiros em como ser aprovados num MBA nos Estados Unidos

  • Naiady Piva
Harvard Business School, em Boston, Massachusetts | Daderot
Wikimedia Commons
Harvard Business School, em Boston, Massachusetts Daderot Wikimedia Commons
 
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Muitos brasileiros, quando tentam um MBA nos Estados Unidos, não sabem nem por onde começar. De olho neste público, em geral com alto poder aquisitivo e pouco tempo a perder, a empresa B-abroad criou que mescla mentoria e coaching. O serviço conecta candidatos com brasileiros que cursaram alguns dos maiores MBAs dos Estados Unidos. 

A B-abroad orienta os candidatos desde a escolha da faculdade até a adaptação ao modo de vida local. A ideia é tornar as inscrições dos brasileiros para as universidades americanas mais assertivas. E, portanto, com mais chance de ser selecionada. 

A iniciativa é dos brasileiros Gabriela Werneck e Thiago Samu, que moram nos Estados Unidos. Consultora estratégica com sete anos de experiência, ela foi para para os EUA em um programa de formação de lideranças de sua empresa. Está no último ano do MBA no MIT, uma das instituições de tecnologia mais renomadas do país. 

Thiago estava cansado da carreira corporativa. Há 10 anos em uma multinacional, ele largou o emprego para empreender. Concluiu recentemente o MBA em Estratégia e Finanças em Babson, renomada instituição com foco no empreendedorismo. E viu no curso uma oportunidade de negócio.

"Comparando o número de estudantes brasileiros com o de outras regiões do mundo, no mercado de MBA internacional, o de brasileiros ainda é muito baixo", contou Thiago, em entrevista à Gazeta do Povo. Os motivos são dois: um baixo número de pessoas aplicando e um alto nível de reprovação. 

Como funciona a B-abroad

Thiago e Gabriela não são os únicos mentores. Eles contam com uma rede de "embaixadores", que são brasileiros formados em alguns dos principais MBA dos Estados Unidos, como o de Columbia, da Harvard Business School e de Wharton. 

Os candidatos pagam R$ 100 a hora da consultoria. Thiago defende que o valor é baixo, considerando a hora de trabalho destes profissionais. Além disso, há um "bônus de performance" quando o candidato é aprovado. 

A B-Abroad também defende que os custos são menores do que o de possíveis concorrentes. Há empresas especializadas em pós-graduação que, geralmente, cobram por instituição (o valor pode chegar a R$ 15 mil por aplicação). 

Mentoria do início ao fim 

O método da B-Abroad tenta agir em todos os processos de escolhe do aluno. Desde a escolha do curso. "Muitos brasileiros tentam 10, 15 escolas diferentes e perdem o foco. Gasta muito esforço e não é muito certeiro, porque cada instituição tem um perfil diferente", analisa Samu. 

"Não necessariamente porque o cara passou em Harvard é a melhor escola a aplicar. Ele pode preferir teoria do que prática, e Harvard é só estudo de casa. A gente quer fazer este estudo para identificar região do país, objetivos, quais metodologias o candidato prefere, essas coisas", explica. 

Os mentores vão ajudar o candidato a descobrir como se diferenciar para ter uma inscrição mais certeira. Entender o que outros brasileiros, já aprovados, utilizaram, por exemplo. 

Além disso, a B-Abroad quer orientar os alunos de MBA em como aproveitar melhor o tempo morando fora. "Ele está gastando muito dinheiro, então vai querer aproveitar da melhor forma possível", avalia Thiago. Ele opina que os seis primeiros meses do MBA são fundamentais para construir networking. E muitas vezes os brasileiros, por problemas de adaptação cultural, não aproveitam este período. 

A lógica da B-Abroad é encurtar caminhos: 

Você pode seguir um caminho mais difícil, começar do zero e tentar descobrir o que dá certo, ou usar uma rede de contatos de quem já faz isso há mais tempo. O que a gente quer é diferenciar os brasileiros aqui fora para ter uma rede de brasileiros mais bem sucedidos." 

Em 2017, a empresa trabalhou com projetos piloto. Para 2018, a empresa fez parceria com uma empresa que envia funcionários para cursar MBA nos Estados Unidos todos os anos. A perspectiva é aumentar o número de candidatos na época de aplicações, por volta de setembro.

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