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Hamburguer e cerveja

Whatafuck profissionaliza gestão e quer abrir 15 lojas até 2020

Os sócios da hamburgueria apostam na expertise do responsável por consolidar a rede de fast food Burger King em países da Europa, mas sem perder a essência artesanal

  • Carol Nery Especial para a Gazeta do Povo
Daniel Mocellin (na dir) e Guilherme Requião  (na esq) estão contando com o apoio de Paulo Ferrato para fazer a Whatafuck Hamburgueria crescer nos próximos dois anos. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Daniel Mocellin (na dir) e Guilherme Requião (na esq) estão contando com o apoio de Paulo Ferrato para fazer a Whatafuck Hamburgueria crescer nos próximos dois anos. Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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Considerado um fenômeno no segmento da gastronomia de rua curitibana, o Whatafuck Hamburgueria quer ir muito mais longe. Com foco em um ousado crescimento num futuro bem próximo, os sócios Daniel Mocellin e Guilherme Requião abriram processo de profissionalização da gestão há cerca de dez dias, por meio da expertise do consultor Paulo Ferrato, um dos responsáveis pela expansão da rede Burger King em países europeus, entre 2014 e 2017. Ele gerenciou projetos de abertura de restaurantes, performances de vendas, operações, rentabilidade de franqueados e novos negócios.

Os sócios do Whatafuck pretendem abrir mais 15 lojas até 2020 e crescer dez vezes em produção e faturamento. A empresa fechou 2017 com um volume total de R$ 3,9 milhões (o valor não inclui os resultados da marca de batatas fritas no cone Roots, que pertence ao grupo). Hoje são comercializados 30 mil hambúrgueres e oito mil litros de chope todo mês. Sem perder a originalidade, essência artesanal e preço acessível, características que fizeram do Whatafuck uma referência, a ideia é chegar a 100 lojas dentro de cinco anos, estima Ferrato. Além de toda a organização, o consultor vê no sistema de delivery um dos grandes incentivos para elevar os índices de receita, como fez na sua experiência com a rede de fast food. 

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Formado em Logística pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP) e pós-graduado em Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ferrato tem 13 anos de experiência em gestão de negócios, sendo dois anos e meio no Burger King. Na Espanha, que tem um mercado mais maduro, Ferrato melhorou os indicadores operacionais das cerca de 800 unidades em 20%. Lá, ele solidificou o sistema de delivery, que saltou de 12 para 200 restaurantes. Isso fez com que a rede Burger King, até então fora do ranking, saltasse a posição de segundo maior delivery do país em apenas um ano, atrás da Tele Pizza. 

Em Portugal, Ferrato fez aumentar de 20 lojas para 70 em dois anos. O sistema de delivery foi implementado do zero e hoje a rede tem potencial para ocupar a terceira posição no ranking lusitano, atrás da Tele Pizza e Pizza Hut. As vendas portuguesas aumentaram de 6 milhões de euros por ano para 70 milhões de euros. “O Burger King é chancela global e o Whatafuck tem as mesmas aspirações. Consideramos inclusive levar a marca a outros países, como Portugal mesmo. Acreditamos que podemos ser tão grandes quanto eles, mantendo a mesma qualidade e preço acessível de hoje.” Atualmente, os hambúrgueres de carne, vegetariano, costela e calabresa, são preparados minutos antes do consumo e vendidos a partir de R$ 12. 

Hoje o sistema de delivery do WTF está concentrado em uma das duas unidades e representa 8% das vendas de hambúrguer. “Podemos chegar a 20% do faturamento, porque o WTF tem qualidade, rapidez e está na melhor região possível”, estima Ferrato. As entregas deverão ser intensificadas em meados de junho. “Entraremos com tudo justamente no período de inverno, que é a estação na qual se tem o pico de vendas por delivery.” A meta é chegar a 60 pedidos por dia frente aos atuais 25, em média, por enquanto feitos somente pelo aplicativo James Delivery. A marca estuda a viabilidade de novos meios de entrega dos alimentos, inclusive por sistema próprio, assim como as regiões de cobertura e estratégias de divulgação. 

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Delivery, estruturação de processos e atração de investidores são os três pontos de mudança do Whatafuck

Mas este é o terceiro de outros dois pilares fundamentais para criar a musculatura necessária para o rápido e consistente crescimento. Neste início, Ferrato trabalha na estruturação de todos os processos atuais, não somente da cozinha como de gestão, para entender o posicionamento da marca e o que fazer para melhorar a performance. O segundo passo, revela o consultor, é criar um Centro de Serviços Compartilhados (CSC), para dar suporte às unidades em relação aos serviços administrativos, financeiros, de suprimentos e logística e recursos humanos. “Assim deixamos cada gerente focado exclusivamente em seu core business, que é vender hambúrguer e chope e atender bem os clientes.” 

A decisão de formatar os processos e organizar o negócio tem ainda o objetivo de chamar a atenção de potenciais investidores, conta Mocellin. “Buscamos grupos com conhecimento de mercado e estamos dispostos a abrir parte da empresa em troca de um aporte que, com a ajuda da consultoria, ainda definiremos qual será”, afirma o sócio-proprietário, sem especificar o percentual de contrapartida. “Não queremos nos prender a valores. Abriremos o quanto for preciso para ver o WTF no Brasil inteiro.”

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Terceira unidade abre em junho na Avenida do Batel e logo a marca estará em São Paulo 

A terceira unidade do WTF está em fase de finalização das obras e prevista para ser inaugurada em junho, na Avenida do Batel. O primeiro WTF, na Vicente Machado, foi inaugurado em maio de 2015. A segunda loja, na Coronel Dulcídio (Shopping Hauer), chegou em janeiro de 2017. Muito em breve, a marca estará em São Paulo. “Este é um mercado bastante importante. Uma vez lá, e alcançando o mesmo sucesso que temos em Curitiba, ele serve de trampolim para crescer em outras praças”, destaca Ferrato. 

O local ainda não foi escolhido, mas deverá contemplar preferencialmente a região da Vila Madalena, consolidado polo gastronômico da capital paulista e bastante conceituado no segmento de comida de rua. Pelo perfil de consumo, bairros como Itaim Bibi, Jardins e Tatuapé também são cogitados, adianta o consultor. Para ele, não há em São Paulo marca que reúna o que o WTF tem, por isso deverá surpreender. 

“Alguns estabelecimentos têm conceito muito cool, mas sem a qualidade e preço que o WTF consegue praticar. Ou são baratos, mas sem a forma de comunicar, um chope tão fresco ou não são tidos como um programa, ou seja, é um local onde o cliente compra e vai comer em outro lugar.” 

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