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Loja de luxo vende R$ 16 milhões sem pagar impostos, diz polícia

Polícia Civil e Receita Estadual fazem operação em empresa em SP. Franziska Hübener tem loja no Iguatemi e exporta sapatos de luxo

A Polícia Civil e a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo fizeram nesta quinta-feira (6) uma operação conjunta na empresa de sapatos de luxo Franziska Hübener, que tem loja no Shopping Iguatemi, na capital paulista.

A empresa está com inscrição na Fazenda estadual cassada desde março de 2007 e, neste período, estaria vendendo produtos sem recolhimento de impostos, segundo informações da 1ª Delegacia de Crimes contra a Fazenda, responsável pelo caso.

A movimentação da empresa neste período foi de cerca de R$ 16 milhões, ainda de acordo com a polícia. "Nós conseguimos pegar uma nota fiscal lá de uma sapatilha de R$ 7,35 que é vendida a R$ 185 e não há recolhimento de imposto", disse Hélio Bressan, delegado responsável pelo caso.

A investigação foi motivada por uma denúncia anônima, informou a polícia. Mas a proprietária da loja, a alemã Franziska Hübener, foi investigada nos últimos dois anos. A polícia diz que, neste período, a empresa fechou filiais em São Paulo e no Rio de Janeiro e usou um endereço falso para confundir a fiscalização.

Nos últimos meses, a loja recebeu ao menos três multas e o valor da dívida com os cofres públicos já passa de R$ 2,1 milhões.

Busca e apreensão

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na loja do Shopping Iguatemi e também em instalações da empresa no bairro do Bom Retiro, na capital paulista, diz a polícia. Sapatos, bolsas e documentos apreendidos na loja lotaram um caminhão.

A empresa é suspeita do crime de sonegação fiscal, mas a polícia também investiga a origem dos produtos e como era feita a exportação deles, já que a empresa, sem a inscrição, não poderia vendê-los ao exterior. Segundo a polícia, a empresa vai ser investigada também por suspeita de lavagem de dinheiro.

A empresa tem, além da loja no Iguatemi, uma loja de ponta de estoque na Vila Olímpia e é conhecida por exportar sapatos de alto valor agregado.

Segundo a agência federal de apoio à exportação (Apex), a marca é comparada internacionalmente a grifes como Manolo Blanik e Jimmy Choo, vendendo seus produtos para diversos países.

Esta é a terceira operação envolvendo investigações sobre sonegação fiscal envolvendo lojas de luxo em São Paulo. As marcas Daslu e Tânia Bulhões também já foram alvo de operações da Polícia Federal (PF).

Outro lado

O G1 entrou em contato com a loja e a reportagem foi direcionada para o escritório de administração da Franziska Hübener. Ninguém, porém, atendeu as chamadas no telefone fornecido pelos funcionários.

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