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Balanço

Lucro da Nossa Caixa sobe 113%

O banco Nossa Caixa informou nesta quinta-feira (26) que seu lucro mais que dobrou em 2008. A instituição teve um ganho líquido de R$ 646,5 milhões, ante resultado positivo de R$ 303,127 milhões em 2007, o que representa um salto de 113,29%.

De acordo com o balanço do banco, o lucro foi impulsionado por um crescimento de 47,6% na carteira de crédito, que fechou o ano com saldo de R$ 12,9 bilhões, frente os R$ 8,7 bilhões registrados ao final de 2007.

Além disso, ativou créditos tributários da ordem de R$ 488,6 milhões, o que teve impacto positivo no resultado.

Os ativos totais somaram R$ 54,3 bilhões em dezembro, valor 14,4% superior ao registrado no final de 2007. O que mais contribuiu para essa expansão foi o incremento de R$ 4,2 bilhões (47,6%) nas operações de crédito e o crescimento de R$ 3,3 bilhões das aplicações interfinanceiras de liquidez.

O volume total captado em depósitos cresceu 14,9%, para R$ 37,2 bilhões, alta de 14,9%. O depósito judicial foi a modalidade que mais contribuiu para esta evolução, com incremento de R$ 2,4 bilhões no período.

Ao final de 2008, o banco tinha um patrimônio líquido de R$ 3,2 bilhões. O valor é 15% superior ao registrado 2007 e foi impulsionado pelo incremento de R$ 428,9 milhões em reservas de lucros. Em novembro de 2008, o banco Nossa Caixa foi adquirido pelo Banco do Brasil.

O valor patrimonial por ação atingiu R$ 29,72 em dezembro, ante os R$ 25,84 registrados ao final de 2007. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ficou em 20,9%, superando em 9,8 pontos porcentuais os 11% alcançados em 2007.

Diferentemente de outras instituições, o banco Nossa Caixa decidiu não fazer uma grande elevação da provisão para créditos de devedores duvidosos, que passaram de R$ 761,86 milhões no terceiro trimestre para R$ 806,42 milhões no quarto trimestre. O índice de inadimplência, que considera as operações em atraso superior a 59 dias, atingiu 4,6%, redução de 2 pontos porcentuais.

O presidente do Banco Nossa Caixa, Milton Luiz Santos, projeta crescimento de 30% na carteira de crédito para este ano. A maior expansão, entre 30% e 35%, deverá ocorrer nas operações destinadas a empresas. Para pessoa física, a projeção é de crescimento entre 20% e 25%. Essas expectativas não incluem compras de carteiras de crédito, que deverão chegar a R$ 3 bilhões.

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