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Acordo UE-Mercosul

Lula alfineta Trump ao comemorar acordo entre União Europeia e Mercosul

Lula e Ursula von der Leyen
Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. (Foto: Ricardo Stuckert/Secom)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta sexta (9) a aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul e classificou o pacto como “histórico para o multilateralismo”, em uma crítica indireta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Lula, o entendimento contrapõe o avanço do protecionismo e do unilateralismo no comércio internacional.

O acordo aprovado mais cedo une dois grandes blocos econômicos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22,4 trilhões. Para o governo brasileiro, trata-se de um passo estratégico para ampliar mercados e dar mais previsibilidade às relações comerciais.

“Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos”, disse Lula em uma rede social:

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Ao longo dos últimos três anos, Lula defendeu publicamente a conclusão do tratado, que ficou travado por mais de 20 anos por resistências internas na Europa e disputas políticas globais. O presidente associa essas dificuldades ao que considera tentativas de impor regras unilaterais nas negociações internacionais, em referência ao governo Trump.

De acordo com o presidente, o texto do acordo amplia alternativas para as exportações brasileiras e estimula investimentos produtivos da União Europeia no Mercosul. Lula também destacou que o pacto simplifica regras comerciais e reduz entraves burocráticos para empresas dos dois lados.

“Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, acrescentou o presidente.

Os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços emitiram uma nota conjunta comemorando a aprovação. As pastas salientaram que o acordo "integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares".

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Na Europa, uma maioria qualificada de Estados-membros aprovou o acordo, apesar da oposição da França e de protestos de agricultores, abrindo caminho para a assinatura formal do tratado. Mesmo após a assinatura, o acordo ainda precisará passar por votações no Parlamento Europeu e nos Congressos nacionais do Mercosul, o que pode atrasar sua entrada em vigor.

A expectativa é de que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje ao Paraguai na próxima segunda (12) para assinar o acordo – o país está na presidência rotativa do bloco sul-americano neste ano.

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