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FINANÇAS

Mantega dá pistas sobre meta fiscal

Em busca de uma meta fiscal que seja ao mesmo tempo crível para o mercado financeiro e ajustada para reduzir o peso da dívida pública, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ontem uma sinalização importante sobre a definição do superávit primário de 2014. Ao ser questionado sobre os rumos da política fiscal, Mantega citou o resultado de 2013 – quando o setor público economizou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) – e deu pistas.

A situação da equipe econômica é tão dramática que Mantega cancelou sua viagem à Austrália para fechar a meta, que precisa ser definida até amanhã. O ministro embarcaria no fim da noite de hoje para o encontro de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das 20 maiores economias, o G-20.

"O superávit primário de 1,9% do PIB que fizemos no ano passado foi suficiente para reduzir a dívida líquida e também a dívida bruta", disse Mantega, que reforçou: "Temos nos últimos dez anos mantido a responsabilidade fiscal. No ano passado, o esforço fiscal foi bem-sucedido porque manteve a redução da dívida pública. Essa trajetória vai continuar neste e nos próximos anos."

Os técnicos da Junta Orçamentária têm trabalhado com uma meta fiscal de 1,8% a 1,9% do PIB para este ano.

Para Tombini, alta dos juros já surtiu efeito

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou ontem que o Brasil tem feito a sua lição de casa para combater a inflação e que tem sido bem-sucedido em seus esforços.

Em entrevista coletiva para a imprensa internacional, Tombini lembrou que o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 3,25 pontos porcentuais desde o início do ano passado.

"Isso já produziu alguns resultados. A inflação, medida pelo IPCA, recuou 1,1 ponto porcentual desde o pico atingido em 2013." Ele ressaltou, porém, que a política monetária opera com defasagens. "Nós ainda teremos impactos mais para frente do que foi feito até agora na inflação."

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