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Estabilidade financeira

Master não colocou sistema financeiro em risco, aponta relatório do BC

Banco Central também nega impacto relevante das tensões no Oriente Médio, mas cita alto custo de crédito.
Banco Central também nega impacto relevante das tensões no Oriente Médio, mas cita alto custo de crédito. (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

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Na edição de seu Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta segunda-feira (25), o Banco Central (BC) oficializou o discurso de seu presidente, Gabriel Galípolo, de que a liquidação do Banco Master não causa riscos ao Sistema Financeiro Nacional (SFN). A autoridade monetária também não vê "indícios de pressão sobre os preços no curto prazo" com as tensões no Oriente Médio, que afetam o preço do petróleo.

"A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN. Os mecanismos de proteção associados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados conforme o modelo institucional vigente, evidenciando a capacidade de absorção de choques e a resiliência do sistema financeiro", diz o documento.

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O BC aponta que, após a quebra do Master, os clientes obtiveram o ressarcimento do FGC e levaram esse dinheiro para bancos maiores, o que já era esperado. Mesmo com as fraudes apuradas pela operação Compliance Zero, "a confiança do mercado financeiro na estabilidade do SFN permanece elevada". Como evidência, o órgão cita uma pesquisa na qual 78% dos atores do mercado financeiro consultados manifestaram muita ou total confiança no sistema bancário.

O relatório ainda aponta para o crescimento do custo de crédito. Se em 2024 o Índice de Custo de Crédito (ICC) médio era de 19,84%, em 2025 a taxa subiu para 20,93%. O documento atribui o encarecimento à adoção de uma política monetária mais restritiva, marcada por uma taxa básica de juros (Selic) de 15% que vem, a passos lentos, sendo reduzida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), chegando, atualmente, a 14,5% ao ano.

Durante uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo chegou a comparar o Master com um time de futebol de terceira divisão, em referência à sua posição no grupo S3 do sistema financeiro. Com isso, ele reafirmou que a liquidação não expôs a economia nacional a qualquer risco. Sobre a suposta participação de servidores do órgão em consultorias informais ao Master, Galípolo destacou que eles foram afastados e que o BC segue apurando o caso.

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