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Governo

Meirelles rebate críticas de empresários sobre câmbio e juros

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, rebateu nesta sexta-feira as críticas de empresários quanto às políticas de câmbio e juros, dizendo que o país vive seu melhor momento econômico e que as empresas nunca ganharam tanto como agora.

Meirelles participou de seminário organizado pelo Fórum Empresarial, evento que reúne mais de 600 empresários na ilha de Comandatuba, em Ilhéus, na Bahia, e que terminou nesta sexta-feira.

— Não encontrei nenhum empresário que tenha me dito que a situação da empresa dele piorou. Pelo contrário, todos estavam eufóricos e mostrando sinais de aumento de emprego. O que senti foi um nível de otimismo extraordinário — disse Meirelles, que discursou à tarde.

Suas palavras foram também uma resposta ao presidente da Fiesp, Paulo Skaff, que reclamou da forma como o BC vem atuando na política de juros e câmbio. Skaf, escalado para abrir o seminário, voltou a bater na tecla de que o governo deveria ter como meta a "obsessão" de resolver as questões que emperram o crescimento do país, como as reformas estruturais (tributária, previdenciária e trabalhista).

— Produzir crescimento não é mantendo a CPMF — disse o empresário, arrancando aplausos da platéia: — Esse câmbio rouba a nossa competividade. As empresas são competitivas, mas o câmbio, não — continuou Skaf, observado por um constragido Meirelles, sentado na mesa, ladeado pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Em defesa de Meirelles, Chinaglia disse que o governo não iria alterar a política cambial para atender a grupos empresariais exportadores, só porque eles se sentem prejudicados com o atual patamar do dólar que beneficia a maior parte da população.

— Alterar o câmbio para atender grupos empresariais é não se pensar nas dificuldades da populção.

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