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Trabalho

Metalúrgicos paralisam atividades na Bosch por 72 horas

Todas as atividades da fábrica da Bosch na Cidade Industrial de Curitiba vão ficar paralisadas até, pelo menos, segunda-feira. Em assembléia ontem de manhã, a maior parte dos 5 mil funcionários da multinacional alemã rejeitou proposta de reajuste oferecida pela empresa. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), caso a Bosch não atenda as reivindicações dos trabalhadores, eles podem iniciar uma greve na fábrica.

Esse é o primeiro caso de paralisação de atividades em empresas do setor metal-mecânico em Curitiba neste ano. A data-base dos trabalhadores da categoria é 1º de dezembro, e as negociações começaram nesta semana. Os funcionários da Bosch já haviam rejeitado, na quarta-feira, duas propostas feitas pela empresa. A contraproposta também não agradou. A multinacional ofereceu 11% de reajuste (dos quais 7,15% são correção da inflação), o qual só seria pago em abril do ano que vem, além de abono de R$ 1,5 mil, que seria creditado na segunda semana de janeiro.

De acordo com o presidente do SMC, Sérgio Butka, a Bosch está "desmerecendo os trabalhadores, que produziram tanto em 2008 e deram lucro para a empresa". Os trabalhadores pedem aumento real, reposição integral da inflação e abono salarial já em dezembro. A Bosch informa que "se mantém aberta a futuras negociações". No entanto, as perspectivas para a empresa não são muito boas. Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da multinacional, pode ocorrer adequação no quadro de colaboradores, por conta da "queda das exportações frente ao desaquecimento da economia mundial". Na próxima semana, segundo a nota, a empresa deve definir um cronograma de férias coletivas.

As negociações também ocorrem em outras empresas do ramo. Na segunda-feira, os 200 funcionários da empresa Haas do Brasil, de máquinas para panificação, também fazem assembléia na segunda-feira. Eles estão esperando uma contra-proposta, já que a primeira oferta (aumento de 10,5% em dezembro e abono de R$ 1,5 mil em duas parcelas) foi rejeitada. Os trabalhadores reivindicam 11% de aumento e abono de R$ 2 mil.

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