O Tesouro Nacional divulgou ontem mudanças no Tesouro Direto, mecanismo de venda de títulos públicos a pessoas físicas. Segundo a instituição, o objetivo é facilitar o acesso do investidor ao programa e reduzir os seus custos.
Segundo o plano, a BM&FBovespa irá incentivar a integração dos sistemas de home broker (instrumento que permite a negociação de ações via internet) dos agentes de custódia com o site do Tesouro. Com isso, os investidores poderão comprar e vender títulos públicos dentro do sistema do seu próprio agente de custódia, sem precisar entrar no site do Tesouro Direto. Outra vantagem, segundo a nota do Tesouro, é que o investidor vai contar com várias opções de investimento, como renda fixa e renda variável, em um mesmo ambiente de negociação. A data limite para a finalização do processo de integração dos sistemas dos agentes selecionados é 30 de outubro deste ano.
O Tesouro destaca também que haverá a redução dos custos do Tesouro Direto pela BM&FBovespa, tornando-os mais competitivos para o investidor de longo prazo e mais flexíveis para o investidor que precisar vender seus títulos em prazos inferiores a um ano. Dentro da nova política de tarifação da bolsa, os custos passaram a ser os seguintes: Taxa de Negociação, de 0,10% do valor da compra (na data de negociação); e Taxa de Custódia de Títulos do Tesouro Direto, de 0,30% ao ano, cobrados de forma pro rata, a cada semestre, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.



