
Na passarela, shows de moda. No showroom, planilhas de negócios. A fórmula soma as duas vertentes da cadeia têxtil e as coloca lado a lado a sala de desfiles é vizinha ao imenso salão destinado a lojistas e compradores. Em sua quinta edição, o Paraná Business Collection (PBC), promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), avança mais alguns passos na consolidação do estado como polo de moda, e não apenas como produtor de confecções.
A Fiep e o Sebrae/PR não anunciam números do PBC durante o evento. Mas a coordenadora estadual do setor de Vestuário do Sebrae, Carla Werkhauser, diz que o objetivo é levar os empresários a criar redes de contato. "Aqui se fecham contratos também, mas o networking é o mais importante. Ao longo do ano ainda teremos muitos negócios que surgirão graças às conversas inciadas aqui", afirma. No ano passado, o total de negócios fechados foi de R$ 11 milhões, considerando tanto o showroom quanto os contratos feitos após o evento, mas que os empresários atribuem à participação no PBC. A expectativa para 2011 é de que este número chegue a R$ 17 milhões. O Paraná é o quarto maior estado produtor têxtil do país, com 6 mil indústrias que geram 98 mil postos de trabalho. O setor é o segundo maior empregador do Paraná, de acordo com a Fiep.
A marca de roupas masculinas casuais Docthos, sediada na pequena cidade de Ampére, existe há sete anos, mas só foi "ativada" há quatro. A expansão da marca uma grife dentro do grupo Krindges, tradicional indústria têxtil do interior tem sido de 40% ao ano; hoje, ela tem 2,7 mil pontos de venda pelo Brasil.
Stella Krindges, diretora de marketing da marca, afirma que valeu a pena investir nos dois lados do PBC: além de participar pela segunda vez do showroom de negócios, a Docthos estreou na passarela. Ontem, dia seguinte ao desfile, a procura de lojistas e interessados foi grande, conta o representante Aurélio Klauser, de plantão no estande.
Para novos estilistas, o PBC também tem sido uma boa plataforma. Alexandre Linhares, jovem designer da grife Heroína, de Curitiba, comemora: fechou vendas, fez contato com diversos lojistas e foi sondado por marcas de fora do Paraná para desenvolver coleções como estilista.



