Metade das rodovias públicas administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no país tem problemas de infraestrutura e há oportunidades para empreendedores tanto com os buracos como com a reforma e a melhoria das estradas. Pelo menos 30 mil quilômetros de rodovias estão à espera de operações tapa-buraco, drenagem e sinalização, o equivalente a 55% de um total de 54,5 mil quilômetros.
No Paraná dois trechos de rodovias sob administração do Dnit estão sem manutenção regular, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU): na BR-153, entre Ibaiti e Santo Antônio da Platina, e entre Imbituva e Paulo Frontin.
O professor do Isae/FGV Marco Cunha, especialista em finanças, ressalta que o empresário pode aproveitar o estágio atual das rodovias, a fase de conserto e o momento pós-reforma. Agora, serviços de borracharia, guincho e apoio podem ser ser explorados. "Entretanto, conforme as estradas sejam melhoradas, diminuem os buracos e por consequência o trabalho. É um negócio com prazo curto de vida", analisa.
Durante a fase de conserto, o empreendedor pode ganhar tanto prestando serviços de apoio aos usuários, montando um restaurante na beira da estrada, e também às grandes empreiteiras. "As empresas especializadas em manutenção vão precisar transportar os funcionários, por isso uma empresa de transporte tem a ganhar, além de um empreendimento voltado a refeições para os trabalhadores", salienta Cunha.
Após a reforma, a economia da região tende a se fortalecer, na opinião do professor, e, por isso, surgiriam oportunidades na área de logística, hotelaria, postos de combustíveis e restaurantes. "Esses negócios têm horizonte mais longo", pondera.



