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Negócios

Nissan comprará 34% da Mitsubishi Motors por US$ 2,18 bi

Aquisição dá fôlego para a Mitsubishi após escândalo sobre fraudes nos níveis de emissões de seus veículos

O brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Nissan, cumprimenta o CEO da Mitsubishi Osamu Masuko . | TOSHIFUMI KITAMURA/AFP
O brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Nissan, cumprimenta o CEO da Mitsubishi Osamu Masuko . (Foto: TOSHIFUMI KITAMURA/AFP)

A montadora japonesa de automóveis Nissan vai adquirir, mediante um aumento de capital, 34% da Mitsubishi Motors, empresa mergulhada em um escândalo de fraude, revelam documentos oficiais publicados nesta quinta-feira.

Em documentos transmitidos à Agência de Serviços Financeiros (FSA) e consultados pela AFP, a Mitsubishi Motors explica que emitirá para a Nissan 506,6 milhões de ações ordinárias, ao preço de 468,52 ienes a unidade, totalizando 237,360 bilhões de ienes (US$ 2,18 bilhões).

A ação da Mitsusbishi Motors tinha cotação de 495 ienes na quarta-feira, pouco antes da imprensa divulgar as primeiras informações sobre as negociações entre os dois grupos. Após a confirmação, a ação registrou alta de 16,16% nesta quinta-feira, a 575 ienes.

O acordo que estabelece a participação da Nissan será assinado até 25 de maio e a transação será efetiva em outubro.

Com a operação, a Nissan Motor se tornará a maior acionista da Mitsubishi Motors Corporation (MMC), à frente do grupo Mitsubishi Heavy Industries, que possui 20% das ações. Os dois grupos já eram sócios: a Nissan fornece sedans para a MMC e a MMC fabrica veículos de porte pequeno para a Nissan.

Foi justamente a Nissan que descobriu as irregularidades na medição de eficiência energética dos veículos da Mitsubishi Motors. A Mitsubishi Motors admitiu em 20 de abril a manipulação dos dados em quatro modelos, para melhorar seu rendimento energético. Depois, a empresa reconheceu que utiliza testes não homologados no Japão há 25 anos.

Desde a explosão do escândalo, as vendas japonesas da Mitsubishi Motors caíram e a ação da empresa despencou mais de 40%, o que cria incerteza a respeito do futuro do grupo, uma das menores montadoras japonesas, com apenas um milhão de veículos vendidos ao ano.

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