Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Setor farmacêutico

Nissei planeja entrada em São Paulo para dobrar de tamanho

Em dez anos, rede curitibana de farmácias passou de oito para 102 lojas

O Paraná está ficando pequeno para os planos de crescimento da rede de farmácias Nissei. O grupo, que até 2006 era bastante focado em Curitiba e região metropolitana, este ano expandiu sua atuação na região norte do estado. Depois das 15 lojas compradas da Drogamed no fim do ano passado, a empresa abriu 10 lojas este ano. Outras 25 filiais estão planejadas para 2008 e 2009, tanto na capital como no interior. No estado, a abertura de lojas deve parar por aí: a partir de 2010, a meta é investir em São Paulo, maior mercado consumidor brasileiro de produtos farmacêuticos.

"Depois da entrada em São Paulo, esperamos dobrar o número de lojas em cinco anos", conta o presidente do grupo, Sérgio Maeoka. Sonhar com mais de 100 lojas novas em menos de 10 anos não é querer demais, considerando-se o desempenho da Nissei nos últimos tempos. Em 1997, a rede era formada por oito lojas. Hoje, são 102 e outras três devem ser inauguradas até o fim deste ano. Só em Curitiba e região metropolitana, há 75 pontos de venda da rede, com mais 15 programados para serem abertos em dois anos.

Em 2006, a Nissei faturou cerca de R$ 200 milhões, com crescimento de 30% em relação a 2005. No fim deste ano, a previsão é fechar o balanço com resultado 50% maior.

Para crescer no concorrido mercado paulista, Maeoka aposta na mesma linha de ação que vem empregando no Paraná: ignorar a concorrência ao escolher um ponto de venda. "Cerca de 40% do mercado farmacêutico brasileiro está em São Paulo. A gente calcula o mercado, não importa quantas são as farmácias que já o atendem. O que interessa é o serviço que vamos oferecer", diz, taxativo, o empresário.

Segundo Maeoka, foi a aposta no formato "drugstore", unindo farmácia e loja de conveniências, que colaborou para o crescimento da rede. "Agora ocupamos espaços onde antes funcionavam supermercados médios."

Em uma farmácia de até 700 metros quadrados, como a da Avenida Anita Garibaldi, na capital, é possível encontrar brinquedos, bijuterias e até eletroportáteis. "Este tipo de loja entra na filosofia de proporcionar bem-estar, facilitar a vida do consumidor ao oferecer vários produtos no mesmo lugar", justifica. A clientela parece gostar: a rede é o maior vendedor de refrigerantes gelados nos fins de semana.

Mas, por mais que o mix de produtos seja interessante, não dá para deixar faltar medicamento na prateleira. "Estoque e preço andam juntos em importância para o consumidor de remédios. O atendimento ao receituário de um cliente tem de ser o forte de uma farmácia", avalia o empresário.

Para acompanhar o crescimento da rede, em janeiro de 2008 o prédio da Central de Distribuição, que hoje tem 6 mil metros quadrados, passa a ter 10 mil metros quadrados e 50 funcionários a mais.

Estratégia arriscada

Ter crescido tanto nos últimos anos coloca a Nissei em vantagem na abertura de novas lojas, lembra o professor de Economia da Unifae, Lucas Dezordi. "Quando uma empresa domina o mercado, ela tem um ganho de escala na compra do produto, que permite margem de lucro maior e preços mais competitivos", explica. Mas não é motivo, destaca o professor, para deixar de levar a concorrência em consideração.

Para quem quer entrar em um mercado grande e concorrido como São Paulo, a concorrência tem ainda mais relevância. "São Paulo é bem diferente do Paraná. Pesa muito a questão do preço. O paulista valoriza mais o preço baixo do que o atendimento", comenta.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.