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Consumo

Nos shoppings, clima de euforia

Movimento natalino deve aumentar até 15% em relação ao ano passado, segundo associação do setor. Em Curitiba, os centros comerciais recebem até 45 mil pessoas num só dia

Cassiana de Oliveira, gerente da loja Zutti: vendedoras atendendo a três clientes ao mesmo tempo | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Cassiana de Oliveira, gerente da loja Zutti: vendedoras atendendo a três clientes ao mesmo tempo (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

A expectativa para as vendas de Natal dos shoppings é a mais otimista do comércio neste fim de ano: enquanto a estimativa geral é de aumento de 8% nas vendas em relação ao Natal de 2007, nos shoppings o índice fica entre 12% e 15%, segundo a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) – para os lojistas, um "pontapé" nos prognósticos de que a crise afetaria o consumo do fim de ano. O grande fluxo de pessoas nesses estabelecimentos em dezembro, especialmente a partir do último fim de semana, é recebido com satisfação pelos lojistas, que também se desdobram como podem para atender ao grande número de clientes.

A gerente da loja de brinquedos PBKids do ParkShopping Barigüi, Márcia Ruiz, diz que, em época de Natal, a fila para pagar chega a reunir 100 pessoas. "Inicialmente, ficamos preocupados com a crise e pensamos em diversas maneiras para contorná-la, mas, até agora, não tivemos nenhuma diferença no volume de vendas, que estão muito boas." A gerente estima que o crescimento nas vendas neste ano será de 11% em relação ao Natal de 2007. "Muitos brinquedos já acabaram, principalmente os lançamentos e os brinquedos com personagens de desenhos animados. Até mesmo uma boneca de R$ 800 sumiu das prateleiras." A administração do ParkShopping diz que 45 mil pessoas passaram pelo local na última segunda-feira, dia 22.

Na loja de moda feminina Equus, do Shopping Curitiba, a expectativa é por um aumento de 15% nas vendas em relação ao último Natal. "Está aquele corre-corre. Chegamos a ter 30 clientes de uma só vez na loja", conta a proprietária Cida Fae, que contratou três funcionários temporários para dar conta do movimento. "Tem cliente que fica disputando peça; fica ao lado de um indeciso se ‘chacoalhando’, esperando para ver se a pessoa vai levar ou não. Cheguei a levar uma blusa que eu tinha comprado na loja para uma cliente, porque não tinha mais daquele modelo." A situação se repete na loja de sapatos Zutti, também no Shopping Curitiba. "A loja está ‘bombando’ mesmo. O shopping está fechando meia-noite, e mesmo nesse horário ainda tem cliente na loja", conta a gerente Cassiana de Oliveira. "Tem vendedora que atende a dois ou três clientes ao mesmo tempo. Só amando o que se faz para agüentar o ritmo."

No Shopping Mueller, a gerente Laura Ranaldi estima que o aumento das vendas seja de 18% a 20% em relação ao ano passado. No Shopping Estação, o fluxo de pessoas aumentou 23% em relação ao Natal de 2007. Todos os estabelecimentos mantiveram horários estendidos nas últimas semanas. Hoje, eles abrem das 9h às 18h – boa oportunidade para os atrasadinhos de plantão.

Colaborou Durval Ramos

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