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Cientista da vida eterna cria buscador que responde a questões profundas com base em livros

“Como eu faço para parar de pensar e conseguir dormir?” é uma das perguntas que o novo mecanismo de busca semântica se propõe a responder com base em mais de 120 mil livros

  • Folhapress
Ray Kurzweil, do Google. | null0/Flickr
Ray Kurzweil, do Google. null0/Flickr
 
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Um novo tipo de busca online chega ao universo do Google graças às pesquisas de linguística do futurologista Ray Kurzweil, cientista da computação e autor de livros influentes sobre inteligência artificial. Ele também é famoso pela crença no prolongamento eterno da vida, o que o leva a tomar cem pílulas por dia.

O aplicativo Talk to Books, lançado no fim de semana, faz uma “busca semântica”, ou seja, procura pelo significado e ideia, e não por palavra-chave, diz Kurzweil. Para cada frase ou pergunta, o programa vasculha em meio segundo todas as sentenças escritas em mais de 120 mil livros.

“Como eu faço para parar de pensar e conseguir dormir?”, escreveu Kurzweil no Talk to Books, num teste ao vivo para a audiência do TED (veja o vídeo no final da matéria), evento de palestras que aconteceu em Vancouver na semana passada.

Os resultados aparecem em negrito em trechos de livros, com seus títulos e páginas, e Kurzweil acredita que poderiam ser usados como respostas naturais numa conversa. O cientista, que trabalha com uma equipe de 40 engenheiros, disse que usou bilhões de linhas de diálogo para ensinar o software de inteligência artificial como funciona uma conversa real.

Apesar de os resultados para algumas perguntas mais práticas não serem muito diferentes do que uma busca tradicional (em vez de sites, leva para livros), tal tecnologia já vem sendo aplicada em produtos do Google.

No Gmail, por exemplo, os usuários ganharam opções de respostas curtas automáticas ao final de cada e-mail.

Níveis humanos

Kurzweil acredita que máquinas com inteligência artificial (IA) chegarão a níveis humanos por volta de 2029. “Todos nós vamos virar predominantemente IA. Já somos bem misturados, nunca saímos de casa sem nossos IAs”, disse, referindo-se a celulares. “E eles serão muito mais intimamente integrados com a gente daqui para frente.”

E não só: essas máquinas terão consciência. “Debatemos hoje sobre consciência dos animais. E vamos debater isto sobre IA também [...] Nós vamos querer acreditar que eles têm consciência porque serão tão espertos e vão ficar bravos se duvidarmos.”

Durante o TED, o autor de A Singularidade Está Próxima (2005) lançou o livro ilustrado Danielle, mistura de ficção com não ficção, sobre uma jovem heroína que resolve desafios do mundo com tecnologias avançadas, como problema de água na África ou cura do câncer.

“Não existe problema que não possa ser resolvido com inteligência coletiva e tecnologia que temos hoje”, falou.

Kurzweil, 70, também comentou sobre suas ideias de “extensão radical da vida”. Além das iniciativas que podem ser tomadas agora, como as cem pílulas que ele ingere por dia (em 2005, eram 250), o cientista acredita na biotecnologia e reprogramação genética.

“Uma outra fase seria a aplicação de nanotecnologia para estender seu sistema imunológico. Há cenários de acabar com todas as doenças e processos de envelhecimento”, disse. “Vai acontecer no mundo desenvolvido em uma década. E acho que estarei lá. Mas, claro, você sempre pode ser atingido por um ônibus amanhã.”

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