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BALANÇO 2017

Consumidor compra mais e gasta menos na Black Friday

Enquanto o tíquete médio caiu para R$ 562, número de pedidos cresceu 14% e chegou a 3,76 milhões, considerando somente as compras on-line entre quinta e sexta-feira

  • Jéssica Sant’Ana
 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
 
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Ao contrário das duas últimas edições, que foram pautadas pelo crescimento no tíquete médio, o volume de pedidos e as compras por celular foram os grandes destaques da Black Friday deste ano. Enquanto o tíquete médio caiu 3,1%, de R$ 580 para R$ 562, o número de pedidos cresceu 14%, de 3,30 milhões para 3,76 milhões, e as compras por celular aumentaram 81,8%, chegando a quase 30% do total de pedidos na data. Os dados são da Ebit, empresa que monitora o varejo on-line desde 2000, e englobam apenas as compras feitas pela internet na quinta (23) e sexta-feira (24).

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O balanço também mostra que as vendas on-line da Black Friday movimentaram R$ 2,1 bilhões, valor que já era esperado pela Ebit e um pouco abaixo do prospectado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), que previa R$ 2,5 bilhões. O faturamento foi recorde, mas representou um crescimento menor na comparação com os anos anteriores. Enquanto as vendas da Black Friday deste ano cresceram 10,3%, em 2016 a alta tinha sido de 17%.

As categorias mais vendidas em volume de pedidos foram eletrodomésticos (16%), moda e acessórios (12%), celulares (12%), perfumaria e cosméticos (10%) e casa e decoração (9%). Em termos de faturamento, os eletrodomésticos representaram o maior ganho, respondendo por 23% da receita na data, seguido de celulares (21%), eletrônicos (17%), informática (10%) e casa e decoração (6%).

Pelo celular

Alguns dos grandes destaques da edição deste ano foram as compras realizadas pelo celular. Em quatro anos, elas sextuplicaram e chegaram a quase 30% dos pedidos. Em volume financeiro, as compras através de dispositivos móveis representam 26,5% do faturamento da data.

O crescimento das vendas pelo celular é explicado por alguns motivos. A expansão do mercado de smartphones, o maior acesso à internet fixa e móvel de alta velocidade e o aumento de sites e aplicativos “mobile first”, ou seja, pensados para rodar em celular são algumas das explicações para o crescimento das compras via celular.

Pedro Guasti, CEO da Ebit, explica que as categorias de menor tíquete, como moda e acessórios e perfumaria e cosméticos, que figuraram entre as cinco mais vendidas por volume de produtos, também impulsionaram a compra feita através de dispositivos móveis, o que refletiu no ticket médio da plataforma, que foi de R$ 515.

Volume maior, gasto menor

A Black Friday deste ano também revelou que o consumidor comprou mais produtos, porém gastou menos. Isso aconteceu porque categorias mais baratas, como moda e acessórios e casa e decoração ganharam destaque na data. Antes, o evento era muito restrito a eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Mais empresas também estão participando da Black Friday, o que contribui para o aumento do volume de pedidos.

Insatisfação

Mas, apesar de ter comprado na Black Friday, o consumidor não saiu necessariamente satisfeito. Levantamento do ReclameAqui mostra que os descontos decepcionaram e que os consumidores, em geral, não encontram descontos surpreendentes que permitiriam comprar produtos cobiçados. “Ao longo das 24 horas das promoções, os consumidores relataram aos canais do ReclameAqui nada mais do que boas campanhas de ofertas com descontos de saldão de fim de ano”, diz a empresa.

As reclamações também aumentaram em relação ao ano passado, segundo o ReclameAqui. No site da empresa, elas chegaram a 3,5 mil, uma alta de 17,1% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 2,9 mil queixas. O principal motivo de reclamações dos consumidores foi propaganda enganosa, sendo relatado em 13,5% dos casos, seguido de problemas na finalização da compra (9,6%) e divergência de valores (8,8%).

Sites instáveis

A Black Friday deste ano também revelou uma fragilidade dos grandes e-commerces: infraestrutura tecnológica. Segundo levantamento da empresa de testes de software One Day Testing, que monitorou 43 dos maiores e-commerces durante a Black Friday, 83,7% apresentaram instabilidade em algum momento e 32% dos sites ficaram, juntos, 4 horas e 16 minutos fora do ar, resultando em perda de faturamento de pelo menos R$ 6,4 milhões durante as primeiras quatro horas do evento.

Os sites também apresentaram lentidão para carregar a página. A análise mostra que 43 sites analisados demoraram, em média, 9,3 segundos para carregar o conteúdo completo, enquanto o Google recomenda de 0,5 segundo a dois segundos. O maior problema não foi o servidor do e-commerce, e sim script de terceiros, como plug-ins antifraude ou programas de afiliados.

13º e antecipação do Natal

Mas, apesar dos problemas, os consumidores acabaram comprando durante a Black Friday. As compras foram motivadas pela 1ª parcela do 13º salário, que começou a ser paga a vários trabalhadores, e também pela antecipação das compras do Natal, já que virou costume para muitas pessoas comprar presentes de fim de ano na Black Friday, quando os descontos tendem a ser melhores do que no Natal.

Varejistas

As redes de varejo também registraram diversos recordes na data. O Magazine Luiza afirmou que teve a maior Black Friday da sua história, “batendo a meta de vendas por uma larga margem”. A empresa não relevou, porém, quanto movimentou em vendas. Ela divulgou apenas que, ao contrário das edições anteriores, nas quais as vendas foram puxadas pelos smartphones, neste ano todas as categorias tiveram boa performance, com destaque para a de supermercado e os televisores de tela grande.

Já a Netshoes informou que nas dez primeiras horas de Black Friday, entre meia-noite e dez da manhã de sexta-feira (24), registrou mais de 40 mil pedidos, número superior à média diária de 35 mil pedidos ao longo de todo um dia convencional. A varejista também afirmou que a maioria dos clientes concluiu os pedidos nas primeiras horas da Black Friday, entre meia-noite e 3h da manhã.

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