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Cibercrime

Falha no Telegram permitia mineração de moeda por vírus

Rival do Whatsapp foi alvo de cibercrimonsos, que utilizam um vírus para minerar criptomoedas como o Monero

  • Da redação, com Folhapress
Criminosos usavam o Telegram web para minerar moedas como o Monero |
Criminosos usavam o Telegram web para minerar moedas como o Monero
 
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A empresa de segurança russa Kaspersky revelou, nesta terça-feira (13), uma falha de segurança na versão desktop do aplicativo de mensagens Telegram, que podia ser explorada por meio de um malware.

O software malicioso foi usado desde março de 2017 para atacar usuários russos, disse a empresa. O vírus era enviado pelo app como um arquivo executável. Ao ser instalado no computador de quem o baixava, minerava criptomoedas como Monero e Zcash.

A vulnerabilidade encontrada no Telegram era baseada em um método em que os códigos são lidos da direita para a esquerda, que em geral é utilizada na programação de idiomas como o árabe e o hebraico.

A tecnologia é utilizada para infiltrar malwares quando o usuário faz o download de uma imagem, por exemplo. O vírus é escrito “de trás para a frente”, o que fez com que o programa não detectasse a falha.

Apenas a sua versão desktop foi afetada pela falha. O Telegram afirmou que a falha foi consertada em novembro.

A Kaspersky Lab identificou que cibercriminosos russos foram responsáveis pelos ataques.

Rival do Whatsapp, o Telegram é conhecido como “mais seguro” do que seus concorrentes. O app também é um dos mais populares na comunidade dos mineradores de criptomoedas, e é utilizado até mesmo por políticos que tentam evitar grampos em seus aparelhos. Até mesmo o Papa Francisco tem uma conta no app.

O Telegram é o nono aplicativo de mensagens móveis mais popular do mundo, e deve chegar a 200 milhões de usuários ainda nos primeiros meses de 2018.

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