A inauguração da nova loja da Bigolin Materiais de Construção na Avenida Silva Jardim, prevista para o dia 3 de julho, consolida o novo pólo do setor em Curitiba a poucas quadras da nova Bigolin estão as concorrentes Cassol Center Lar (na Sete de Setembro) e Balaroti (na Visconde de Guarapuava). A escolha do ponto, onde até seis meses havia um depósito da Ouro Fino, foi planejada justamente para se aproximar da concorrência e, conseqüentemente, do consumidor.
A abertura eleva o número de lojas Bigolin para 17, espalhadas por quatro estados. O investimento na filial chega a R$ 4 milhões entre reforma do local e composição de um estoque de 20 mil itens. O resultado esperado é dobrar o faturamento da rede no Paraná em relação a 2004.
A evolução já dura 30 anos, quando a rede cinqüentenária fundada em Erechim (RS) chegou a Cascavel. Só no ano passado foi a vez de Curitiba a loja na Vila Hauer recebe uma centena de clientes por dia. "Já atingimos a meta daquele ponto e vamos abrir uma terceira loja em 2007, pois nosso foco agora é ampliar a atuação em Curitiba", diz o diretor Rodrigo Bigolin.
Os produtos vendidos pela Bigolin são semelhantes aos oferecidos pela Cassol e Balaroti. "Quem ganha com essa proximidade de lojas é o consumidor", acredita o gerente de marketing da catarinense Cassol, Nipa Oliveira. "Isso porque obriga a concorrência a ficar mais acirrada." Ele nega qualquer planejamento para não perder clientes para o novo vizinho, mas admite que vai estar atento para se posicionar. "Apesar de os preços serem muito parecidos no nosso segmento, o pequeno construtor faz pesquisa e isso vai ser positivo para nós", destaca. A Cassol tem três lojas em Curitiba e um centro de distribuição.
A Balaroti também comemora a formação de um "centrinho da construção", como define o diretor Rossano Balaroti. "Meu comprador faz pesquisa pessoalmente e até pechincha, pedindo cobertura de preços de outras marcas", explica. A Balaroti deve, aos poucos, traçar estratégias para concorrer com o novo vizinho. A empresa curitibana tem 30 anos de mercado e 14 lojas, sendo 12 em Curitiba.
Pólos
O estabelecimento de pólos comerciais é uma tendência universal e nada recente. "Num pólo comercial o consumidor acha o que precisa mais facilmente e cansa menos", lembra o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, Élcio Ribeiro. É o caso das já consolidadas ruas temáticas dos calçados (Teffé), eletrodomésticos (Marechal Deodoro), informática e eletrônicos (24 de Maio) e autopeças (João Negrão), entre outras.
"Mesmo o cliente que contrata um especialista gosta de verificar o acabamento na loja, e a proximidade entre elas facilita esse trabalho", diz a vice-presidente da associação dos escritórios de arquitetura, Elaine Zanon.
No ramo varejista de material de construção, o Centro já é responsável por 10% das vendas da Grande Curitiba. São 3 mil estabelecimentos, com taxa média de crescimento anual de 2,5% nos últimos anos.



