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Novo Android foi criado para tablets

Versão 3.0 quer avançar sobre o público do iPad, tirando proveito da popularidade que a plataforma atingiu nos smartphones

Usuários manipulam aparelhos equipados com o Honeycomb, em apresentação fechada: concorrência deve crescer | Justin Sullivan/AFP
Usuários manipulam aparelhos equipados com o Honeycomb, em apresentação fechada: concorrência deve crescer (Foto: Justin Sullivan/AFP)
Barra no lançamento do Honeycomb: no Google desde 2007 |

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Barra no lançamento do Honeycomb: no Google desde 2007

Um favo de mel, para tornar mais doce a competição entre os tablets. Assim deve ser a versão 3.0 do sistema operacional Android, apelidada Honeycomb – em inglês, favo de mel –, apresentado na quarta-feira pelo Google. Segundo as primeiras críticas, ele tem diversos pontos favoráveis em relação ao iOS, sistema operacional da Apple que anima o iPad.

O Honeycomb foi projetado para uso em tablets, e isso o diferencia de versões anteriores do Android. Estas eram pensadas inicialmente para uso em smartphones e, se aplicadas a dispositivos com telas maiores, acabavam deixando um pouco a desejar.

Nos smartphones, o Android cresceu a ponto de estabelecer um empate técnico no mercado dos Estados Unidos. Segundo pesquisa divulgada pela Niel­sen, em dezembro, 27% dos celulares inteligentes daquele país eram equipados com o Android, ante 28% de participação do iPhone e 27% do Black­Berry. Desde agosto do ano passado, o Android é o sistema mais usado em celulares novos. Em dezembro, por exemplo, 43% dos smartphones adquiridos em um período de seis meses têm o sistema do Google.

Com a consolidação dos ta­­blets no gosto dos usuários, o Google queria aproveitar esse bom momento para avançar também nesse segmento. A primeira experiência consistente nessa área foi com a Samsung, que lançou no ano passado o Galaxy Tab, um produto bem acabado que roda Android 2.2 e está presente também no mercado brasileiro. Ele não chegou a fazer cócegas na liderança da Apple. Na semana passada, o ITG Investment Research divulgou um levantamento apontando que 16% dos americanos que compraram o aparelho acabaram por devolvê-lo por insatisfação. A Samsung contradisse o instituto, dizendo que o índice de devolução é de 2%, igual ao do iPad.

Rapidez

A ideia do Honeycomb é tirar proveito dos processadores mais poderosos que estão surgindo, com núcleo duplo, e tam­­bém das telas maiores, na casa de 9 ou 10 polegadas. En­­tre as vantagens estariam uma interface mais enxuta e teoricamente mais rápida, com re­­cursos de videoconferência in­­tegrados. Pelo menos duas em­­presas já revelaram aparelhos que serão lançados com o An­­droid 3.0: a Motorola, com o mo­­delo Xoom, e a LG, que terá o GSlate. Ainda não há datas previstas para o lançamento.

Hewlett-Packard e Microsoft também estão desenvolvendo softwares concorrentes. A promessa de um tablet competitivo baseado em Windows 7, feita no ano passado pelas duas empresas, não chegou a se realizar. E a própria Apple está pre­­parando novidades para os próximos meses. Um iPad 2 está em gestação.

Novo Market

O Google lançou também uma loja na web para a venda de apli­­cativos via PC – na verdade, uma versão desktop para o Android Market que já está presente nos smartphones. A nova loja permite aos usuários comprar aplicativos em qualquer computador e depois baixar os arquivos para os telefones ce­­lulares ou para os tablets. An­­teriormente, os aplicativos do Android só estavam disponíveis para download via aparelhos portáteis. Estão disponíveis na loja cerca de 100 mil itens, incluindo games, aplicativos de produtividade e histórias em quadrinhos.

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