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Desenrola 2.0

Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

Desenrola 2.0 permitirá uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan
Ministro da Fazenda se reuniu com representantes dos maiores bancos do país para debater as regras do Desenrola 2.0. (Foto: Washington Costa/MF)

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu nesta segunda-feira (27) com os representantes dos maiores bancos do país para alinhar as regras do novo programa de renegociação de dívidas. O “Desenrola 2.0” é uma das apostas do governo para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após o encontro, Durigan afirmou que Lula lançará o programa ainda nesta semana. Segundo ele, a iniciativa vai permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento.

“Agora a possibilidade de uso do FGTS é para quitar sua dívida. Então você não está se endividando a partir do FGTS. Ao contrário, você está pagando a sua dívida com o seu FGTS”, disse o ministro a jornalistas.

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Durigan destacou que haverá limitações para o uso do FGTS. “A limitação que vai ter para garantia do próprio fundo é um percentual do saque. Então é um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas do programa, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida”, declarou.

O ministro se reuniu com o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney, e com os dos bancos BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Nubank e Citibank.

“Estamos hoje concluindo as conversas com as instituições financeiras para entregar ao presidente, essa semana, o programa de renegociação das dívidas das famílias brasileiras. Estou voltando para Brasília amanhã e falarei com o presidente para que o anúncio seja feito, possivelmente, ainda esta semana pelo presidente”, disse.

Endividamento recorde

Durigan ressaltou que o novo Desenrola é uma medida pontual, como ocorreu na primeira fase do programa, em 2023. O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro de 2026. É o maior nível desde que o indicador passou a ser apurado, em 2005, pelo Banco Central.

“Nós estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema, estamos vendo uma guerra e vendo alguns impactos que muitas vezes fogem ao nosso controle. Mas é importante dizer que não se trata de um Refis recorrente”, disse.

De acordo com o ministro, o Desenrola 2.0 contará com um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), informou a Agência Brasil. “Vai ser o suficiente para a gente garantir a renegociação de quem quiser fazer essa renegociação”, apontou.

“O que a gente está exigindo, com a contrapartida dos bancos, é que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos [CDC, cartão de crédito e cheque especial], que são créditos caros que as pessoas têm que tomar no Brasil”, disse Durigan.

“Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês. Então, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, no mês seguinte, ela possivelmente vai ser uma dívida de R$ 11 mil. Uma família brasileira que recebe um salário médio, possivelmente não sairá desse ciclo de atualização da sua dívida. Então, com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, acrescentou.

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