
O novo iPad chegou ao Brasil na sexta-feira, dia 11 de maio, 57 dias depois do primeiro lançamento no exterior, em países como EUA, Japão e Reino Unido mas nos últimos dois dias restavam poucas unidades do novo modelo nas lojas de Curitiba. A sua versão anterior, o iPad 2, tinha levado 78 dias para sair no país, três semanas a mais. Não foi o suficiente para repetir aqui as cenas vistas em outros lugares do mundo, onde pessoas formaram filas para estar entre os primeiros a ter o produto.
Talvez seja o preço, alto demais para mover multidões. Fiel à nossa tradição, o preço do novo iPad no Brasil é dos mais altos do mundo. Nos EUA, a Apple cobra pela versão mais barata, com 16 GB de armazenamento e conexão Wi-Fi, R$ 961,47 (US$ 499). No vizinho México, o valor é um pouco maior: R$ 1.113. Na zona do euro, ele custa em geral R$ 1.204,73. Por aqui, o mesmo produto custa entre R$ 1.549 e R$ 2.299, dependendo das características (veja mais ao lado).
A Tim está vendendo o tablet mais barato: o de 16GB com 4G custa R$ 1.560. O gerente da Área de Terminais da operadora, Allan Alves de Souza, comenta que a expectativa é que as vendas do novo iPad sejam 50% superiores as do iPad 2. "Não há aparelho móvel com tela tão boa como a do iPad novo."
Na semana passada, consumidores que tentaram comprar o iPad de 64GB e com internet 4G não encontraram o produto nas lojas da capital. Milena Almeida de Menezes Caldas estava no shopping para comprar o iPad que ganharia de presente de aniversário de 11 anos, acompanhada da mãe, Janaína Bertoncelo de Almeida, e da avó, Maria Edna Bertoncelo de Almeida. Elas procuraram em cinco lojas e não conseguiram comprar. Janaína contou que a família já possui outros produtos da Apple, como o iPod e o iMac, mas é o primeiro iPad que compram, "para a mais moderna da casa". Milena já tem um computador, mas comenta que o tablet "vai ser mais fácil porque dá para levar para qualquer lugar e na hora de viajar é só colocar em uma bolsa".
Colaborou Rayani Mariano, especial para a Gazeta do Povo.



