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Celulares

O novo Razr

Motorola apresenta sucessor do V3 e mostra-se pronta para competir com o iPhone, da Apple

Multimídia | Reprodução/Globo
Multimídia (Foto: Reprodução/Globo)

A Motorola apresentou na semana passada uma série de telefones celulares que não deixam dúvidas sobre o desejo da empresa de se manter como referência no design desses aparelhos. Entre as novidades reveladas estão o Moto Q GSM, concorrente direto do smartphone BlackBerry, e novos telefones musicais da família Rokr. Mas a atenção dos jornalistas concentrou-se, como não poderia deixar de ser, no Razr2. O modelo, a ser lançado em agosto, vai substituir aos poucos um dos maiores sucessos da história dos eletroeletrônicos: o Razr (pronuncia-se "rêizor", "lâmina" em inglês) V3. A novidade já é vista por analistas como o telefone que irá bater de frente com o iPhone, misto de celular e iPod que a Apple promete colocar no mercado norte-americano no próximo mês.

De acordo com estimativas iniciais, o Razr2 vai custar caro – mais de R$ 1 mil –, mas isso depende da quantidade de subsídios que as operadoras nacionais aportarão no aparelho, prática que tende a derrubar o preço dos telefones à medida em que o usuário opta por planos mais completos. A competição com o aparelho da Apple é minimizada pelos executivos da Motorola. "O iPhone só estará disponível nos Estados Unidos, e em uma única operadora – a Cingular", minimiza o diretor de marketing da Motorola para a América Latina, Sergio Patiño.

De qualquer maneira, o aparelho recém-anunciado tem qualidades para desbancar o gadget da empresa de Steve Jobs da posição de "celular mais aguardado do ano". Os três novos terminais da família Razr2 – V8 (GSM), V9m (CDMA) e V9 (HSDPA, rede de terceira geração ainda não disponível no Brasil) – já virão com 512 MB ou 2 GB de memória interna, MP3 player, bluetooth estéreo, câmera de 2 megapixels e recursos de acesso à web e sincronização com contas de e-mail.

Externamente, o Razr2 é uma evolução natural do V3. Ele lembra muito seu antecessor, mas é dois milímetros mais fino e tem um acabamento caprichado, em alumínio e aço escovado. A tela externa também ganhou uma repaginada e ficou maior, com 2 polegadas e sensibilidade ao toque. Outros destaques são a interface inteligente, que nunca deixa o usuário a mais de três cliques de distância do aplicativo que se quer acessar, uma espécie de "super-USB 2.0", que permite a transferência de uma música inteira em três segundos a partir do PC, e o ajuste automático do volume do fone em ambientes barulhentos.

Rokr e Q

Um pouco menos sofisticados são os dois novos membros da linha Rokr (corruptela de "rocker" ou, traduzindo-se, roqueiro) – Z6 e Z8. O primeiro tem o foco na música digital e leva em conta uma pesquisa em que a Motorola constatou que 54% dos consumidores querem um tocador de MP3 em seus telefones. Teclas dedicadas para essa função, sincronização com o software Windows Media Player e uma roda de navegação inspirada no iPod demonstram sua vocação musical.

O Z8, por sua vez, é mais poderoso e agrega games e vídeos. Sua memória pode ser expandida até os 32 GB – espaço em que podem ser armazenados mais de 10 longas-metragens. Os donos do aparelho poderão capturar vídeos com 30 quadros por segundo, compartilhá-los diretamente em portais como YouTube, Flickr e MySpace, baixar podcasts, no futuro, assistir à televisão em sua tela. É bom lembrar, no entanto, que enquanto o Brasil não tiver redes de terceira geração (3G), todas essas funcionalidades serão bastante limitadas – e caras.

O smartphone Q também ganhou um novo terminal GSM – até recentemente ele estava disponível apenas para a rede CDMA da Vivo. Com ele, a Motorola quer tirar espaço de equipamentos como o BlackBerry, campeão de vendas no segmento, e os aparelhos da série E da arqui-rival Nokia. Para isso, conta com capacidade de sincronia para até oito caixas de e-mail, 256 MB de memória interna e câmera de 2 megapixels.

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