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Obama quer "reconstruir" EUA com a ajuda do setor privado

Estas iniciativas - que em boa medida já foram anunciadas no último discurso do Estado da Nação - representam um total de US$ 21 bilhões, mas não pesam sobre o déficit público

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (29) em Miami sua intenção de impulsionar o investimento em infraestrutura para "reconstruir" o país criando emprego, para o que quer o envolvimento do setor privado e o apoio dos partidos políticos.

"Estou propondo uma aliança para reconstruir os EUA, uma aliança com o setor privado, que crie postos de trabalho modernizando o que mais necessitam nossas empresas: portos modernos para transferir nossas mercadorias e colégios modernos para nossas crianças", disse Obama em uma rápida visita de duas horas à Flórida.

O líder escolheu Miami para falar de investimento em infraestrutura porque seu porto está imerso em um ambicioso projeto para unir a ilha onde se encontra com o continente, através de um túnel submarino que descongestionará o trânsito de boa parte da cidade.

"Podemos fazer isto não só aqui em Miami, mas em todo o país", declarou o líder, explicando que seu plano tem três pilares: o fundo de infraestrutura para atrair companhias privadas com quem compartilhar riscos e lucros; bônus públicos para que as autoridades possam atrair investidores no âmbito da construção, e os programas de créditos para infraestruturas TIFIA e TIGER.

Estas iniciativas - que em boa medida já foram anunciadas no último discurso do Estado da Nação - representam um total de US$ 21 bilhões, mas não pesam sobre o déficit público.

"Em tempos de dificuldades orçamentárias, temos que construir garantindo que o dinheiro dos contribuintes seja investido com inteligência", afirmou o líder para argumentar sua aposta pela colaboração entre o setor público e privado.

Igualmente, reivindicou o pleno apoio de democratas e republicanos: "Construir melhores estradas, pontes e escolas não é uma ideia de um partido. Não podemos permitir que os políticos de Washington se interponham no caminho do progresso americano", concluiu.

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