O principal índice de ações da Bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou hoje em queda de 1,65%, para 54.648 pontos. Essa é a menor pontuação do Ibovespa desde 26 de julho de 2012, quando ficou em 54.002 pontos.
A baixa do Ibovespa foi fortemente puxada pela desvalorização de 10,8% das ações da OGX, empresa do ramo de petróleo do grupo EBX, de Eike Batista. As quedas de 3,97% e de 1,55%, respectivamente, dos papéis mais negociados de Vale e Petrobras também ajudaram a puxar o índice para baixo.
Nesta quinta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota da OGX, petrolífera do grupo EBX, do empresário Eike Batista de "B" para "B-".
Para a agência, "o desenvolvimento da produção continua sendo o principal risco da OGX". "O rebaixamento baseia-se principalmente no desempenho operacional menor do que o esperado da empresa, particularmente em termos de níveis de produção e produtividade", diz a Standard & Poor's em nota que explica a revisão. Já as ações da Vale devolveram parte da forte alta registrada ontem, reagindo a um conjunto de notícias, entre elas, a expectativa de divulgação do novo marco regulatório da mineração.
Na quarta-feira, o ministro Edison Lobão disse que esperava bater o martelo sobre o assunto até o final do dia com a presidente Dilma Rousseff, no entanto, nada foi anunciado.
Lobão confirmou que o governo vai criar uma participação especial, como a que já existe no setor de petróleo. A alíquota média dos royalties deve subir de 2% para 4%.
IndicadoresO mercado avaliou a notícia de que o número de americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego subiu para seu nível mais alto em quatro meses na semana passada, sugerindo que a recuperação do mercado de trabalho dos EUA perdeu um pouco de força em março.Os pedidos iniciais aumentaram em 28 mil, para 385 mil com ajuste sazonal, o nível mais alto desde novembro, informou hoje o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.
Na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) manteve sua principal taxa de juros na mínima recorde de 0,75% ao ano, enquanto observa se a economia da zona do euro se estabiliza ou se uma série recente de dados econômicos fracos concretizem o início de uma nova contração. Algumas autoridades do BCE, incluindo o presidente Mario Draghi, têm destacado que a prioridade do banco central é aumentar a transmissão de sua taxa de juros ultrabaixa pela zona do euro.A decisão de hoje marca o nono mês seguido em que o BCE não mexe na taxa de juros. A autoridade monetária também deixou a taxa de juros sobre depósitos zerada e a de empréstimos -ou taxa de empréstimo emergencial- em 1,5%.Conforme o mundo se recupera da crise financeira, o BCE tem dado menos suporte à economia do que os BCs do Japão, Estados Unidos ou Grã-Bretanha, que lançaram fortes programas de compras de ativos com novo dinheiro e cortes de juros para perto de zero.
O BC do Japão foi ainda mais longe hoje. Seu novo presidente, Haruhiko Kuroda, chocou os mercados com reforma radical de sua política monetária, adotando nova meta de portfólio e prometendo dobrar seus títulos governamentais em dois anos, uma vez que busca encerrar quase duas décadas de deflação.



