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Serviço personalizado

Para atrair investidor, bancos popularizam as salas de ações

Espaço oferece consultoria especializada a correntistas sobre como investir na bolsa

Sala de ações do Santander, em Curitiba: na maioria dos bancos, para aproveitar o espaço, basta ser correntista | Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo
Sala de ações do Santander, em Curitiba: na maioria dos bancos, para aproveitar o espaço, basta ser correntista (Foto: Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo)

Na onda do bom momento da economia, a venda de ações passou a ser um nicho cada vez mais atrativo para os bancos, que tentam ganhar mais clientes oferecendo serviços personalizados. As salas de ações – espaço reservado dentro dos bancos para atendimento ao investidor que busca negociar na bolsa –, por exemplo, são cada vez mais comuns no Paraná. O estado, sexto no ranking de investidores na Bovespa, ainda tem participação tímida na movimentação financeira da bolsa – 3,71% –, mas o número tem tudo para crescer, apontam especialistas. No ano passado, Curitiba foi escolhida como a primeira cidade a receber a nova campanha da Bovespa que busca aumentar o número de investidores.

De acordo com Benedito Machado Simões, gerente de uma das duas salas de ações do Banco Santander em Curitiba, o perfil do investidor paranaense está passando por uma transformação, deixando o conservadorismo de lado. "A bolsa evoluiu bastante, hoje há mais informações e as pessoas começaram a entender a importância da diversificação nos investimentos", disse.

Os paranaenses correspondem a 5% do público investidor do Santander no país, que conta, ao todo, com cem salas de ações. Para entrar nesse mercado, a única exigência é ser correntista. "A pessoa pode reservar em média até 30% de suas economias para diversificar seus investimentos. Esse é um bom momento para os investimentos com longos prazos, na compra de ações, que estão mais acessíveis a público", recomenda Simões. Segundo ele, o banco faz a gestão de investimento e a carteira do cliente. "Entregamos toda a análise do mercado, as tendências da bolsa e então o titular fará a sua escolha".

Cada sala de ações envolve o trabalho de dois gerentes. Em São Paulo, no entanto, há grupos especializados em setores da economia. As salas são compostas por terminais que transmitem o movimento da bolsa, enquanto os investidores acompanham toda a movimentação. "Se al­­guém quer fechar um negócio – compra ou venda –, basta nos comunicar e efetuamos a operação no momento", diz Simões.

Bradesco

Para operar no Bradesco, o correntista precisa ter ao menos R$ 100 ­­­­mil aplicados em uma carteira de investimentos. Segundo o superintendente-executivo da Bra-desco Corretora, Wlademir Bidoy, o banco dá suporte específico sobre o funcionamento da bolsa aos clientes interessados. "A partir daí, fazemos uma análise do mercado, verificando sempre o perfil do nosso investidor e o que ele pretende fazer. Nós não fazemos a gestão das aplicações, mas mostramos as melhores opções", lembra. O Bradesco conta com 22 salas de ações no país.

HSBC

O HSBC tem uma única sala, localizada na agência do Palácio Avenida, em Curitiba. Para utilizar o espaço, basta ser cliente do banco. Na sala há três computadores, um operador de mesa e dois consultores, que estão à disposição para tirar dúvidas dos clientes.

O Banco do Brasil optou por não ter uma sala de ações. O cliente interessado em investir na bolsa recebe uma senha específica, onde poderá realizar as operações que desejar, contando com a consultoria de seu gerente de conta. A Caixa Econômica Federal também afirmou não possuir uma sala de ações.

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