
Na onda do bom momento da economia, a venda de ações passou a ser um nicho cada vez mais atrativo para os bancos, que tentam ganhar mais clientes oferecendo serviços personalizados. As salas de ações espaço reservado dentro dos bancos para atendimento ao investidor que busca negociar na bolsa , por exemplo, são cada vez mais comuns no Paraná. O estado, sexto no ranking de investidores na Bovespa, ainda tem participação tímida na movimentação financeira da bolsa 3,71% , mas o número tem tudo para crescer, apontam especialistas. No ano passado, Curitiba foi escolhida como a primeira cidade a receber a nova campanha da Bovespa que busca aumentar o número de investidores.
De acordo com Benedito Machado Simões, gerente de uma das duas salas de ações do Banco Santander em Curitiba, o perfil do investidor paranaense está passando por uma transformação, deixando o conservadorismo de lado. "A bolsa evoluiu bastante, hoje há mais informações e as pessoas começaram a entender a importância da diversificação nos investimentos", disse.
Os paranaenses correspondem a 5% do público investidor do Santander no país, que conta, ao todo, com cem salas de ações. Para entrar nesse mercado, a única exigência é ser correntista. "A pessoa pode reservar em média até 30% de suas economias para diversificar seus investimentos. Esse é um bom momento para os investimentos com longos prazos, na compra de ações, que estão mais acessíveis a público", recomenda Simões. Segundo ele, o banco faz a gestão de investimento e a carteira do cliente. "Entregamos toda a análise do mercado, as tendências da bolsa e então o titular fará a sua escolha".
Cada sala de ações envolve o trabalho de dois gerentes. Em São Paulo, no entanto, há grupos especializados em setores da economia. As salas são compostas por terminais que transmitem o movimento da bolsa, enquanto os investidores acompanham toda a movimentação. "Se alguém quer fechar um negócio compra ou venda , basta nos comunicar e efetuamos a operação no momento", diz Simões.
Bradesco
Para operar no Bradesco, o correntista precisa ter ao menos R$ 100 mil aplicados em uma carteira de investimentos. Segundo o superintendente-executivo da Bra-desco Corretora, Wlademir Bidoy, o banco dá suporte específico sobre o funcionamento da bolsa aos clientes interessados. "A partir daí, fazemos uma análise do mercado, verificando sempre o perfil do nosso investidor e o que ele pretende fazer. Nós não fazemos a gestão das aplicações, mas mostramos as melhores opções", lembra. O Bradesco conta com 22 salas de ações no país.
HSBC
O HSBC tem uma única sala, localizada na agência do Palácio Avenida, em Curitiba. Para utilizar o espaço, basta ser cliente do banco. Na sala há três computadores, um operador de mesa e dois consultores, que estão à disposição para tirar dúvidas dos clientes.
O Banco do Brasil optou por não ter uma sala de ações. O cliente interessado em investir na bolsa recebe uma senha específica, onde poderá realizar as operações que desejar, contando com a consultoria de seu gerente de conta. A Caixa Econômica Federal também afirmou não possuir uma sala de ações.



