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Para vizinhos, Palladium será aliado

Chegada de grande Shopping não assusta pequenos comerciantes do Portão

A concorrência comercial assusta a maioria dos empresários, mas em alguns casos ela é vista como fator de desenvolvimento do negócio próprio. Pelo menos é o que esperam pequenos comerciantes que atuam próximo ao Shopping Palladium – cuja inauguração está prevista para abril de 2008. A expectativa geral é que as vendas serão melhores, em razão do aumento do fluxo de pessoas na região. A infra-estrutura do bairro Portão, onde fica o shopping, está passando por melhorias, o que também motiva os empresários, principalmente aqueles instalados na República Argentina e na Avenida Kennedy.

A empresária Cássia Bührer, depois de trabalhar 15 anos em uma rede de relojoarias, decidiu abrir uma loja de armarinhos, a Lalinha Presentes, inaugurada em setembro do ano passado. E escolheu, de propósito, um ponto próximo ao Shopping Palladium. "Provavelmente vai haver aumento do fluxo de pessoas na região, mais carros vão passar por aqui. Estou vendo a abertura do shopping como positiva." Ela diz que a concorrência pode até contribuir para o bom desenvolvimento de sua loja. "É uma motivação a mais para manter um diferencial, oferecer coisas mais criativas e interessantes. Além disso, devem aparecer clientes com gosto mais refinado, então temos de caprichar."

Como o público do Palladium parece ser tão bom, será que Cássia não fica com vontade de ter um ponto dentro do shopping? "Acho que o estilo do negócio, mais artesanal, combina mais com loja de rua. E eu gosto de ter liberdade de horários, o que não seria possível em um centro comercial", afirma. A funcionária da loja, Ângela Gonçalves, também espera ansiosa a abertura do novo empreendimento, mas pensando como consumidora. "Moro bem perto, então será muito bom para comprar e passear."

Outra loja que passou a funcionar há pouco tempo na região é a Kalia, de confecções femininas. Foi aberta há cerca de um mês, também com a expectativa de aproveitar o fluxo maior de pessoas criado pelo shopping. A empresária Luciana Gabriel diz não temer a concorrência das lojas de roupas do Palladium – que serão muitas. "Estamos perto do Shopping Total, que também tem muitas opções. Mesmo assim o pessoal vem aqui. Muitos dizem que, antes de decidir por levar algo, vão dar uma olhada no Total. Mas vários voltam e compram comigo."

Mais um exemplo é o salão de beleza Eliege Estética Hair, que está há cinco anos em uma rua transversal à avenida Kennedy e deve ganhar uma ampliação quando o Palladium for inaugurado, apesar de ter passado por reformas ainda em 2006. "Certamente haverá um salão dentro do shopping, mas muitas das pessoas que vão trabalhar lá não terão condições de gastar muito com estética. Nós seremos uma alternativa", diz o gerente, Ivair Pedro de Silva.

O Shopping Total é outro que pretende se beneficiar com a inauguração do Palladium. Para a superintendente Lucila Peyerle, o novo empreendimento não será um concorrente direto. "O Total, por ser um shopping de descontos, cria uma fidelização junto ao público", diz. Os consumidores que freqüentam o local pertencem às classes B, C e D, conta ela. "Na verdade acredito que o Total possa crescer, já que juntos teremos quase mil lojas e seremos o maior pólo de compras de Curitiba".

O Total está passando por reformas, parte de um projeto de ampliação que teve início em 2004, com a abertura de cinco salas de cinema. Operários trabalham para erguer, até novembro, um prédio de 64 mil metros quadrados, com seis andares. Cinco deles vão ser utilizados como estacionamento e o outro piso abrigará 50 lojas, entre elas uma megastore da rede Havan. Com as reformas, o Total terá 370 lojas.

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