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Estratégias

Pequenos empresários, grandes marqueteiros

Empresas pequenas lançam mão de ferramentas de marketing para aumentar seus resultados. A criatividade é abundante, o investimento, nem tanto

“O melhor marketing que existe é o que está na boca das pessoas. É fundamental conversar com os clientes e entender o que eles querem.”Augusto Farfus, dono da churrascaria Devon´s | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
“O melhor marketing que existe é o que está na boca das pessoas. É fundamental conversar com os clientes e entender o que eles querem.”Augusto Farfus, dono da churrascaria Devon´s (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Nem só de longos planejamentos e verbas enormes se faz marketing. A seu modo – mais simples e barato –, pequenos empresários também usam as ferramentas de comunicação e marketing para conquistar e fidelizar clientes. Em grandes volumes, nestes casos, só mesmo a criatividade. E quanto menos "burocracia", melhor, defendem os especialistas.

"Muitos empresários pequenos acabam procurando cursos sobre marketing e se deparam com algo muito acadêmico. É claro que, de alguma forma, isso vai ajudar. Mas o sujeito está tão envolvido no dia-a-dia do seu negócio que não tem tempo nem energia para fazer um plano de marketing", diz o consultor da área Elói Zanetti.

O mais importante, para ele, é ter em mente que o marketing tem uma função estratégica, e nasceu para dar suporte de venda. "É preciso saber exatamente que tiro vou dar, em que direção e com que força", alerta. Segundo o consultor, o principal erro das pequenas empresas é fazer uma ação boa de comunicação, mas não sustentá-la com produto e serviço condizente.

É isso mesmo que o empresário Augusto Farfus, dono da churrascaria Devon’s, diz ter em mente. Sua estratégia é conquistar os clientes, levá-los ao restaurante e garantir qualidade e bom atendimento, para que eles mesmos façam "propaganda". "O melhor marketing que existe é o que está na boca das pessoas. É fundamental conversar com os clientes e entender o que eles querem."

Farfus se diz um "estudioso do marketing" porque acredita que é fundamental, mesmo para uma pequena empresa. "A verba não é grande. Então, além de muita criatividade, busco parceria com os fornecedores para fazer as ações", conta. São elas que dão apoio à comunicação de massa tradicional – em outdoors, panfletos e e-mail marketing, por exemplo. Os clientes que pagam com determinado cartão de crédito, por exemplo, ganham uma bebida de cortesia, e o restaurante faz convênios com grandes empresas para oferecer desconto para os funcionários.

Há pouco mais de um ano, Farfus participou de um grupo de empresários que se reunia semanalmente para discutir o marketing nos seus negócios. O projeto é coordenado pelo consultor Elói Zanetti – que compara a inciativa com um "psicodrama de marketing". As reuniões acontecem durante cerca de quatro meses, entre pequenos e médio empresários, para discutir problemas comuns e, como diz a velha máxima dos negócios, aprender com os erros dos outros.

Papel de pão

O consultor de marketing e vendas Ricardo Coelho também defende a simplicidade na hora de se pensar em marketing. "O planejamento tem de ser básico, pontual e dinâmico. Se for o caso, em um papel de pão." O mais importante, sugere o consultor, é identificar onde está o "valor" do produto ou o serviço oferecido e valorizar isso.

E, independentemente do porte da empresa, saber cativar o cliente. "Você precisa não só atrair o cliente. Mas fazer com que ele vá lá para o resto da vida. Este é o ‘gol’", diz Coelho. "E isso não necessariamente significa grandes aportes de dinheiro. O cliente tem que gostar de estar lá. Se sentir em casa."

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