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Margem Equatorial

Petrobras interrompe perfuração na foz do Amazonas após vazamento de fluído

Petrobras
Plataforma de exploração de petróleo da Petrobras. (Foto: André Borges/EFE)

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A Petrobras interrompeu a perfuração de um poço exploratório na costa do Amapá, na chamada Margem Equatorial, após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares ligadas à sonda que opera no poço Morpho. O ponto de teste está localizado a cerca de 175 quilômetros do litoral do estado e teve o vazamento detectado no último domingo (4).

Segundo informou a estatal nesta terça (6), a perfuração foi imediatamente paralisada como medida preventiva, e que o fluido foi rapidamente contido e isolado, sem registro de falhas estruturais na sonda ou no poço em perfuração. A empresa informou que as linhas afetadas foram levadas à superfície para avaliação técnica e reparos antes da retomada dos trabalhos.

“Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, afirmou a estatal em nota à Gazeta do Povo (veja na íntegra mais abaixo).

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A Petrobras informou ainda que todas as medidas operacionais e ambientais foram adotadas e que os órgãos competentes foram devidamente notificados. De acordo com a empresa, o fluido utilizado “atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou às pessoas”.

O Ibama informou que foi notificado pela Petrobras sobre o vazamento e confirmou que o fluído é biodegradável e de baixa toxicidade. O órgão afirmou que houve um problema de despressurização em linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço, em uma fase ainda anterior à chegada ao petróleo.

A perfuração foi iniciada em outubro do ano passado e faz parte de um teste exploratório na região da foz do Rio Amazonas, localizada a cerca de 500 quilômetros de distância do local. A região é vista pelo governo e pela Petrobras como estratégica para ampliar reservas e garantir segurança energética.

A Margem Equatorial ganhou destaque após a demora na liberação da licença ambiental pelo Ibama, o que travou o avanço do projeto por um longo período. O órgão ambiental exigiu garantias adicionais, planos de contingência mais robustos e esclarecimentos técnicos antes de autorizar a perfuração, alegando sensibilidade ambiental da área.

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Veja abaixo o posicionamento da Petrobras sobre a interrupção da perfuração:

A Petrobras informa que, neste domingo (04/01), foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá.

A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo.

Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração.

A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas.

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