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Combustíveis

Petrobras reduz preço de venda do gás natural às distribuidoras em 7,8%

Gás natural
Medida começa a valer no dia 1º de fevereiro e impacto nas contas dos consumidores pode variar. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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A Petrobras anunciou uma redução média de 7,8% no preço de venda da molécula de gás natural para as distribuidoras, com novos valores válidos a partir do dia 1º de fevereiro. A estatal informou que o corte vale em relação ao trimestre anterior e faz parte das atualizações contratuais periódicas praticadas pela companhia.

Segundo a companhia, em um comunicado divulgado nesta terça (27), a redução no preço da molécula não significa, necessariamente, queda automática na conta paga pelo consumidor final. O valor cobrado depende de outros fatores, como custos de transporte, impostos, margens de lucro das distribuidoras e revendedoras e, no caso do GNV, também dos postos de combustível.

A redução, no entanto, não atinge o preço do gás de cozinha (GLP) vendido em botijões ou a granel. Já o gás natural veicular (GNV) está incluído no reajuste, embora o impacto final ao motorista varie conforme cada mercado local.

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De acordo com a companhia, o preço final do gás natural ao consumidor não é definido apenas pela Petrobras. Entram na conta o custo do transporte até a distribuidora, o portfólio de suprimento de cada empresa, as margens comerciais e os tributos federais e estaduais.

No caso específico do GNV, a Petrobras reforça que o valor ao consumidor também depende da política de preços dos postos revendedores. Além disso, as tarifas finais são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação vigente em cada estado.

A estatal informou que, desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula de gás natural vendida às distribuidoras já acumula queda de cerca de 38%, incluindo a redução anunciada agora. O dado é usado pela empresa para sustentar a política de ajustes baseada em critérios técnicos e de mercado.

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A redução divulgada leva em conta a parcela do contrato indexada ao Henry Hub, referência do mercado de gás natural dos Estados Unidos. Esse modelo de indexação passou a valer no início de 2026 para as distribuidoras que optaram por essa alternativa contratual.

“Para o trimestre que inicia em fevereiro de 2026, considerando a variação do petróleo Brent, do Henry Hub, do câmbio e a ponderação dos volumes contratados pelas distribuidoras junto à Petrobras, o efeito combinado dessas referências resultará na redução média de preços da parcela molécula em cerca de 7,8%”, informou a empresa em comunicado oficial.

Além do Henry Hub, os contratos preveem revisões trimestrais com base nas oscilações do petróleo Brent no mercado internacional e na variação do câmbio entre o real e o dólar. Esses fatores compõem a fórmula de cálculo do preço da molécula.

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