Brasília (Folhapress) Vitória, no Espírito Santo, lidera o ranking de capitais com maior renda per capita do país, segundo pesquisa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos 5.560 municípios brasileiros, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2003, a soma dos bens e serviços dividida pelo número de habitantes na capital capixaba foi de R$ 26.534. A média brasileira é bem inferior: R$ 8.694. Os dados da pesquisa são referentes ao ano de 2003.
Brasília manteve a segunda posição, desde o início da série, em 1999. A capital do Distrito Federal registrou, em 2003, renda per capita de R$ 16.920. São Paulo aparece em quarto lugar, atrás de Manaus (R$ 14.965), com um renda per capita de R$ 13.661. Já no Rio de Janeiro, a renda por habitante foi de R$ 11.251.
Segundo a coordenadora da pesquisa do IBGE, Sheila Zani, o expressivo PIB per capita de Vitória é uma distorção, já que a liderança da capital capixaba pode ser atribuída à população menor da capital. "As pessoas ajudam a construir o PIB em Vitória, mas não moram em Vitória", afirma. De acordo com Zani, enquanto a capital do Espírito Santo tinha 306 mil habitantes, a Grande Vitória, contava com 1,559 milhão de residentes.
A pesquisadora prefere comparar o PIB por habitante das regiões metropolitanas. Nessa base de comparação, a Grande Vitória fica em terceiro lugar, atrás da Grande São Paulo e Grande Porto Alegre, com um número bem mais modesto de R$ 11.514. Por outro lado, segundo o IBGE, dos cem municípios com menor PIB per capita, 73 estão no Maranhão, dez no Piauí, seis na Bahia, cinco em Alagoas, quatro no Pará e dois em Tocantins.
Petróleo
O petróleo foi a grande alavanca do crescimento da riqueza dos municípios em 2003, segundo o IBGE. O município com maior PIB per capita do país, por exemplo, é São Francisco do Conde, uma cidade de apenas 28.665 habitantes e que apresentou um PIB por habitante de R$ 282,4 mil. A explicação: a cidade é a sede da refinaria Landulpho Alves Mataripe, a segunda maior do país, com capacidade de 323 mil barris por dia.
Segundo o IBGE, o preço médio do barril de petróleo leve subiu de US$ 17,8 em 1999 para US$ 28,89 em 2003, o que significa um crescimento de 62%. Convertido em reais, a diferença chega a 175%.
A coordenadora da pesquisa do IBGE, Sheila Zani, lembra que além do petróleo a participação da agropecuária e da soja também impulsionaram o crescimento do PIB municipal. "Enquanto a indústria manteve praticamente a estabilidade, o petróleo e esses setores literalmente puxaram o crescimento".



